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(Ex) Citações de Cada Dia: Fóruns sobre Saúde & Trabalho (Letras U-Z)(1) |
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| Tema: Verdade e Terror: O Caso da Campanha Antitabágica em França. Nº de ordem, Nome e Data. Mensagem (excertos) (*) |
| (1) Luís Graça,
26/6/2002: Fascismo sanitário ?
O procedimento das
autoridades francesas ligadas à saúde e à segurança social terá sido
eticamente correcto ? Será legítimo pôr uma população inteira em
estado de choque por uma "boa causa" ? Os fins justificam os
meios ? Referimo-nos à notícia, vindo no "Público" de hoje,
sobre o anúncio que foi exibido anteontem nas sete principais cadeias da
TV francesas. Eis alguns excertos: |
| (2) Kalep,
27 /7/2002: Terror
Tenho as maiores dúvidas sobre o uso de métodos
"terroristas" neste tipo de campanha. Porque o "pânico"
é momentâneo e depois as pessoas acabam |
| (3) Luís Graça, 27/6/2002
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(4) Dr.Hipócrates, 27/6/2002:
A verdade e o terror
Não disponho de muito tempo para me debruçar sobre esta questão. Aplaudo a iniciativa das autoridades francesas. Estamos perante uma verdadeira catástrofe. Da família ao Estado, todos temos a obrigação de mandar uma pedrada no charco. Não me venham com paninhos quentes. Isto já não não vai com conversa mole. É preciso usar a artilharia pesada do marketing social. Sou a favor da ideia-choque que está explícita nos tais anúncios contra o tabaco. E urgente criar na opinião pública europeia um forte movimento contra a tolerância e a permissividade em relação ao tabaco. Não é fácil, quando essa tolerância e permissividade já existem em relação às drogas ditas ilegais. Meu caro Luís Graça, se isto é fascismo sanitário, então temos que redescrever a história da saúde pública na Europa. Você, aliás, sabe isso melhor do que eu: foi pelo terror, pela polícia sanitária, pelas quarentenas, pelos lazaretos, pela exclusão e outros métodos repressivos e compulsivos que a saúde pública salvou a Europa. Desde a luta conta a peste negra à tuberculose. Não tenha dúvidas que o tabaco é hoje a nossa peste... azul. Mas eu não separo o tabaco das outras drogas. Ele vem à cabeça de todas: é a grande arma química que nos está a matar! Dizer isto na televisão não pode ser interpretado como "terrorismo puro e duro"! Terrrorismo (e de Estado) é cobrar o "imposto do vicio" e depois enterrar o dinheiro nos institutos de oncologia e nos nossos hospitais para tentar deseperadamente tratar e salvar as vítimas da peste azul. |
| (5) Isabel
Coutinho, 27/6/2002: Atitudes fascitóides
|
(6) K, 28/6/2002: Fascismo sanitário ?
Sim
a todas as perguntas. Acho que houve por aí uma menção
ao facto de se "condenar a vítima" (implicitamente o fumador),
ora eu pergunto - e as outras vítimas que sofrem com o fumo alheio? Estão
comprovados cientificamente os efeitos nocivos à saúde de quem é
fumador passivo. Considero ainda que este tipo
de discussão é de facto da maior urgência sim (analisem-se os números,
os dramas médicos), e tal não invalida que se tenham outras preocupações...
Quem é contra , tem alternativas? Alguma coisa tem de ser feita - afinal
estamos todos de acordo quanto a isto ser um problema de saúde pública,
ou não? |
| (7) Jota
Lourenço, 28/6/2002: A verdade e o terror
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| (8)
Luís Graça, 30/6/2002: O Vaticano e o tabaco
Citação.
Publicado originalmente por Isabel
Coutinho:
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| (9)
Luís Graça, 30/6/2002: A verdade e o terror
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| (10)
Luís Graça, 2/7/2002: A verdade e o terror
Citação. Publicado originalmente por Dr. Hipócrates: O Dr. Hipócrates sabe, tão bem ou até melhor do que eu, que os homens e as mulheres da "saúde pública" têm toda a razão quando falam da "peste azul" e dos seus efeitos devastadores em termos de morbimortalidade. Acontece é que não podemos cair na tentação do imperialismo sanitário. Uma coisa é investigar, divulgar, informar, educar, promover a saúde, etc. Outra coisa é, em nome dos "superiores interesses da saúde públicia" (às vezes tão tortuosamente invocados, ontem como hoje), criar um clima de terror: pode ser o primeiro passo para a tentação totalitária. Pessoalmente, não vejo mal que se utilizem as modernas técnicas do marketing e comunicação para tentar mudar comportamentos de saúde. Não vejo mal que se choque a opinião pública. O nosso médico de família faz isso connosco. Não fazemos isso com os nossos filhos, quando os confrontamos com o problema da droga, etc. O problema é saber onde acaba a verdade e começa a manipulação, o que se diz e o que se omite, etc. Não é pelo medo (de morrer de cancro daqui a dez, quinze ou vinte anos) que os fumadores vão deixar de fumar. Pelo menos a maioria. Não é pelo medo de contrair o HIV/Sida que metade dos nossos jovens universitários vão passar a usar o preservativo. Pelo menos a maioria. Não é pelo medo de morrer, por esmagamento do crânio, que os operários da construção vão passar a usar o capacete e o resto dos elementos que fazem parte do EPI (Equipamento de Protecção Individual). Pelo menos a maioria. O "spot" publicitário que está a passar em França estará esquecido dentro de um mês. Mas teve sucesso mediático. Fará parte do portfólio de uma agência publicitária, do curriculum vitae de um criativo (que dirá daqui a uns anos aos netos: fui eu quem pôs a França em estado de choque no já lonquínquo ano de 2002...). Com um "spot publicitário! Como se isto fosse um troféu de caça !... Ora a pergunta é: Quantos franceses vão deixar de fumar em resultado da campanha ? Qual é a taxa de sucesso ? Haverá programas de apoio (médico, psicológico, etc.) aos que deixaram (ou querem deixar ) de fumar ? Os benefícios serão superiores aos custos ? A credibilidade das autoridades de saúde foi posta em causa ? Houve ou vai um grande debate nacional sobre a saúde dos franceses ? O Governo francês vai ser coerente e consequente ? Se o tabaco é uma verdadeira fábrica química que mata todos os anos 60 mil franceses, porque não fechar de imediato a "fábrica" ? O discurso do "healthism" (neste caso do antitabagisnmo) levado até às suas últimas consequêcnias acabaria numa nova tomada da Bastilha... Em resumo: meu caro Dr. Hipócrates, não reifique e isole o tabaco (que é, sem dúvida, a primeira causa de morte evitável entre nós...). O tabaco faz parte de um sistema patogénico mais vasto: o nosso modo de nascer, educar, respirar, fazer amor, viver, trabalhar, produzir, consumir, pensar e morrer. O drama é saber que as pessoas, mesmo sabendo que o tabaco faz mal à saúde (ao ponto de matar um em cada dois), continuam a fumar... Porquê ? Como ajudá-las ? Esse é o grande desafio que temos pela frente: criar um sistema salutogénico (de nascer, educar, respirar, fazer amor, viver, trabalhar, produzir, consumir, pensar e, inevitavelmente, morrer). O que só pode ser através das pessoas e com as pessoas (Não apenas para as pessoas e contra as pessoas). Isso é que é promoção da saúde. O resto é, no mínimo,"fireworks"! PS - Você vai-me dizer que, enquanto a gente anda às voltas com a busca do tal novo paradigma, há 60 mil franceses que morrem todos os anos por causa do tabaco, outros tantos espanhóis, 400 mil norte-americanos, 11 mil portugueses, não sei quantos milhões de chineses, etc. Não tenho resposta para essa brutal realidade. Contra factos não há argumentos. O que eu sei é que ninguém tem uma solução de tipo chave na mão para um dos grandes problemas de saúde pública do nosso tempo. Eu pelo menos não tenho. E desconfio sempre dessas soluções de tipo chave na mão. |
(*) Fóruns do Publico.pt > Cidadania - A verdade e o terror: o caso da campanha antitabágica em França
| Tema: Vida Activa Saudável no Local de Trabalho (Projecto). Nº de ordem, Nome e Data. Mensagem (excertos) (*) |
| (1)
Dr. Hipócrates, 12/3/2001
Um colega meu (...) perguntou-me se eu conhecia o projecto Vida Activa Saudável no Local de Trabalho. Falei-lhe por alto de algumas grandes empresas que, ao que parece, terão aderido a este programa da Direcção-Geral de Saúde: caso da Portugal Telecom, CGD, Portugália, EPAL, EDP e mais umas tantas...Infelizmente não soube explicar-lhe, com grande detalhe, o que é que se está a fazer nestas empresas em matéria de promoção da saúde. Talvez algum dos internautas conheça melhor do que eu o que se está a passar. Em tempos andei à procura, na Net, de informações sobre este programa mas não encontrei qualquer referência no site da Direcção-Geral de Saúde.. O que é pena. |
| (2)
Luís Graça, 19/4/2001
Alguém perguntou há tempos por notícias do Projecto Vida Activa Saudável no Local de Trabalho... Para aqueles de vós (...) que se interessam pela promoção da saúde no trabalho (abreviadamente, PST), trago hoje a notícia da realização do X Seminário Intercalar no âmbito deste projecto, coordenado pela Direcção-Geral de Saúde (Divisão de Promoção e Educação para a Saúde). Esta iniciativa, em curso (hoje e amanhã), foi desta vez organizada por um das empresas envolvidas, a Brisa - Auto-Estradas de Portugal, SA, e tem como tema o Álcool e o Trabalho. [Eis] alguns dos objectivos do seminário: a) promover a
actualização de conhecimentos sobre o álcool, bebidas alcoólicas e
problemas ligados ao álcool (abreviadamente, PLA); b) Reforçar a motivação
para uma abordagem preventiva e integradas dos PLA no local de trabalho;
c) Apresentar, discutir e analisar experiências portuguesas concretas de
prevenção e controlo dos PLA centradas no local de trabalho; d) Fomentar a
cooperação e a articulação entre profissionais, empresas e institituições
na abordagem dos PLA, e no âmbito da orientação estratégica constante do
Plano de Acção Contra o Alcoolismo, aprovado pela Resolução do Conselho de
Ministros nº 166/2000, de 29/11/2000. |
(*) Terravista > Fóruns > Saúde > Saúde & Segurança no Trabalho
| Tema: Vila Verde de Ficalho: A Aldeia Sem Tabaco (2000-2002). Nº de ordem, Nome e Data. Mensagem (excertos) (*) |
| (1) Luís Graça, 22/10/2000 (**) e 16/11/2001(*)
Deixem-me
registar aqui a minha singela homenagem aos habitantes de Vila Verde de
Ficalho, na margem esquerda do Guadiana, na raia de Espanha, pelo orgulho
que têm em se proclamarem como sendo a "Aldeia sem Tabaco" e
por acreditarem que rir faz bem à saúde... Essa homenagem é extensiva a
grandes profissionais de saúde, como o Dr. Edmundo de Sá, que dirige a
extensão do Centro de Saúde de Serpa, em Vila Verde de Ficalho, e a sua
pequena equipa, bem como o Prof. Dr. Mário Bernardo, da Faculdade de Ciências
Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Poderíamos ainda citar a Junta
de Freguesia de V. V. Ficalho e outras pessoas e instituições locais e
regionais que se associam a iniciativas como esta na área da promoção
da saúde, aparentemente tão insólitas... Entre outras actividades, é
de referir a realização, no ano passado, do III Festival de Anedotas,
que juntou cerca de três centenas de pessoas que acreditam que se pode e
deve saber viver com saúde e com sentido de humor, hoje, aqui, em
Portugal. |
| (2) Dr. Hipócrates, 21/11/2000 (**)
Neste ano da graça de 2000, é de algum modo insólito que uma terra como Vila Verde de Ficalho que mal vem no mapa, seja um exemplo vivo do que deve ser a saúde comunitária. Não conheço esta iniciativa local de saúde (ILS), nem me lembro de ter passado por essa povoação raiana a caminho de Espanha. Quero, no entanto, felicitar os seus promotores. Devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendido pela boa aceitação local e até regional que esta ILS (o programa Aldeia sem Tabaco, o Festival de Anedotas, etc.) está a ter (Fio-me no que ouço e leio...). E tanto mais quanto no ano passado, se a memória me não falha, uma das nossas estações de televisão fez uma miserável reportagem desta ILS, reduzindo-a ao estatuto das anedotas e dos faits-divers, e tentando explorar as reacções (negativas) de alguns elementos da população local (sobretudo homens idosos) que fumavam e não faziam tenção de deixar de fumar, apesar do apreço e respeito pelo João Semana lá terra que, ao que parece, era (e é) um dos grandes entusiastas da ideia. Isto vem a propósito de duas ou três coisas que vos queria dizer hoje: primeiro, é bom que se denuncie a medicalização da saúde e se desmonte o mito da medicina-espectáculo, que os jornalistas, além dos seus patrões e dos seus clientes (leitores, telespectadores, internautas, etc.) tanto adoram; segundo, é altura dos portugueses fazerem algo mais pela sua saúde do que simplesmente reivindicar mais médicos, mais hospitais, mais TACs, mais dinheiro para dar à indústria famacêutica, mais votos para os partidos do poder, etc.; terceiro, desconfio que o lobby das tabaqueiras apostou forte na campanha contra o álcool como manobra de diversão para esquecer não só os malefícios do tabaco como sobretudo os desaires do sector nos EUA e na União Europeia; quarto, é importante que se diga que tabaco, saúde e fundamentalismo não casam bem e que o humor pode ser um excelente aliado da promoção da saúde; e, por fim, é justo que a periferia da periferia comece também a ter tempo de antena: só é pena que a Aldeia sem Tabaco e outras ILS ainda não tenham o seu sítio na Net...Nem sequer um cantinho no site do Ministério da Saúde ou da Direcção-Geral de Saúde!.. Como profissional de saúde aplaudiria a ideia. |
| (3) Jota Lourenço, 21/11/2000
(**)
Ficalho não é uma terra qualquer, não senhor Dr. Hipócrates!.. Dizem que a primeira Condessa de Ficalho, uma dama da corte, foi amante de Camões (....). Mas agora que a terra deixou de ser berço de condes e condessas, e, sobretudo, com o 25 de Abril e, mais tarde, com o encerramento da fronteira, deixou de ser poiso de guardas fiscais, pides e contrabandistas de café e de tabaco (conheço mais ou menos o sítio, uns parentes meus eram de um concelho vizinho, na margem esquerda do Guadiana!), os ficalheiros tinham que inventar essa da Aldeia sem Tabaco. Sempre foram mais vaidosos do que os vizinhos, sempre puxaram para o finaço!...Por mim, não me aquece nem arrefece. A ideia até é boa. Só acho é que é um bocado pretensioso terem posto na tabuleta, à entrada da terra, Vila Verde de Ficalho, Aldeia sem Tabaco. Faz-me lembrar a campanha dos autarcas comunistas, a seguir ao 25 de Abril de 1974, com parangonas do tipo: Baleizão, terra livre de armas nucleares! Viu-se: passados uns anos, só nos faltou apanhar com Chernobyl no toutiço. |
| (4) Luís Graça, 21/12/2000
(**)
Há dias a Aldeia Sem Tabaco (aqui tão injustamente maltratada há umas semanas atrás pelo Jota Lourenço, alentejano do Barreiro) teve honras mediáticas no programa diário Sic 10 horas, apresentado por Júlia Pinheiro. Convidados: O Dr. Edmundo de Sá, médico de família e coordenador da equipa de saúde local, o actor Nicolau Breyner (que é de Serpa, sede de concelho, e um inveterado fumador de charutos) e mais 3 habitantes de Vila Verde de Ficalho, ex-fumadores. Não se pode dizer que o balanço de quase dois anos seja espectacular em termos de números: se bem ouvi, uma dúzia de pessoas terá deixado de fumar como resultado directo da implementação deste programa; é verdade que não sei qual é percentagem de fumadores (talvez 25% a 30% numa população residente que não deve ultrapassar os 2 mil e poucos); mas o mais importante está a ser o seu impacto ao nível dos adolescentes em idade escolar. É nesta idade (por volta dos 15 anos) que o primeiro cigarro é o mais maléfico de todos os cigarros do resto das nossas vidas... Recusando qualquer fundamentalismo antitabágico (citou-se o mau exemplo da América), a equipa de saúde local, a junta de freguesia (que curiosamente é presidida pelo enfermeiro da terra) e os apoiantes do programa Vila Verde de Ficalho, a aldeia sem tabaco são um exemplo efectivo e concreto do que é (e deve ser) a promoção da saúde comunitária. Estudar, apoiar, acarinhar e divulgar iniciativas como esta é um dever de todos aqueles que, como nós, gostariam de um dia poder escrever, nas paredes das fábricas ou dos escritórios onde trabalham ou nas paredes das casas onde vivem o mais belo dos grafitos : "Aqui, como em Vila Verde de Ficalho, é a saúde do povo quem mais ordena". Utopia ? Ainda se lembra, Jota Lourenço, do poema do António Gedeão, cantado pelo Manuel Freire no final dos anos 60 ? Começava assim: "Eles não sabem nem sonham / Que o sonho comanda a vida / E sempre que um homem sonha / O mundo pula e avança / Como bola colorida / Entre as mãos de uma criança" (...). |
| (5) Eurocéptico, 22/12/2000 (**)
A saúde do povo é quem mais ordena!... É bonito demais para ser verdade. Como eu já não sou da geração da utopia, comporto-me como um jovem cínico e egoísta que, quando acabar o seu curso de gestão, quer ganhar muito dinheiro, jogar na bolsa e ser tão rico como os tios patinhas cá da terra (o Belmiro, o Balsemão...). Quando digo que é bonito demais para ser verdade, não me refiro ao caso de Vila Verde de Ficalho (que não conheço mas que acho giro). Estou a pensar na saúde pública, em geral. Pelo que tenho visto, ouvido ou lido, quem mais ordena neste caso são as multinacionais, as farmácias, os laboratórios de análises, os fornecedores dos hospitais e todos os demais grupos de interesses instalados. Os médicos também estão na lista, mas seguramente não no topo. Eles apanham as migalhas, outros ficam com a parte de leão. |
| (6) Jota Lourenço, 28/12/2000 (**)
Acusam-me de ser injusto para com o projecto da Aldeia Sem Tabaco. Mais do que isso: acusam-me de maltratar Vila Verde de Ficalho e os seus habitantes. Ora, não é nada disso: não nego as minhas raízes alentejanas, tenho muito orgulho em ser alentejano do Barreiro. Daí alegrar-me sempre que os alentejanos conseguem alcançar um estatuto ligeiramente superior ao da anedota estúpida e estafada do chaparro. Confesso que não vi o programa da SIC (...). Nem tenho mais pormenores sobre esta iniciativa que foi lançada pela equipa de saúde local. Agora dizer-se que em Vila Verde de Ficalho a saúde do povo é quem mais ordena...bom, isso é que é uma autêntica anedota! Como é que se pode falar de saúde do povo, na margem esquerda do Guadiana (e no Alentejo em geral), quando o povo, coitado, não tem acesso a coisas tão elementares como um trabalho decente, sendo obrigado a ir sazonalmente para a apanha do tomate ou dos morangos no outro lado da fronteira ?!... Utopia, sim, mistificação, não! (...) |
| (7) Eurocéptico, 4/1/2001 (**)
Por que é que vocês não exportam esse
programa da aldeia sem tabaco para Barrancos ? Ao que parece lá também se
fuma (e não só os enchidos no fumeiro)... Isto a avaliar pelo herói do dia
e da terra, o Zé Maria, que em matéria de tabagismo (...) deu, juntamente
com os outros companheiros do Big Brother, um extraordinário exemplo
aos portugueses, grandes e pequenos... O patrão do Big Brother devia
tê-los proibido de fumar, tudo para aumentar a adrenalina e atiçar a
agressividade que se esconde em qualquer primata. Senhores da TVI e da
Endemol: Foi uma oportunidade (histórica) perdida na cruzada contra os
malefícios do tabaco! Por isso, em matéria de nomeações, proponho que Vila
Verde de Ficalho seja [proclamada] a Big aldeia do ano
2000! |
| (8)
amm, 16/2/2002
(...) A minha sócia é dessa zona, conhecendo ela própria a vila, tal como muitas das pessoas suas amigas, além disso ainda tenho um amigo que também é de lá perto, passei por lá 2 vezes, e tenho a ideia geral que se fuma tanto lá como noutro sítio qualquer. “Felizmente”, porque não concordo com iniciativas desse género. |
| (9) Eljump,
16/2/2002
sim...fuma-se tanto em ficalho como em Vila Nova de São Bento, A do Pinto, Pias, Serpa, Safara ou mesmo em Jerez. |
| (10) Luís
Graça, 17/2/2002
Obrigado, amm, por ter gentilmente respondido
à minha mensagem. Fico a saber que: (i) em Vila Verde de Ficalho não se
nota a diferença, em relação a outras povoações vizinhas, no que diz
respeito ao hábito de fumar; (ii) que o meu amigo é contra este género
de iniciativas. |
| (11)
Edmundo Sá, 18/2/2002
Já que falaram em mim, cá estou
para responder. Sou um dos progenitores do Projecto "Ficalho- Aldeia
Sem Tabaco". E de facto há algumas diferenças entre Ficalho e as outras povoações vizinhas: Em primeiro lugar, e segundo os resultados de um questionário realizado a jovens entre os 12 e os 19 anos, fuma-se mais em Ficalho do que por exemplo em Vila Nova de S.Bento. E só por isso já o projecto está plenamente justificado. É que, como diria o meu amigo Professor Mário Bernardo, "não se prega a virtude num convento", e portanto se não houvesse fumadores, não era necessário projecto.
|
| (12) rainbowman,
18/2/2002
Só pra juntar os meus 5 cêntimos: |
| (13) Luís
Graça, 18/2/2002
"Cêntimo a cêntimo vamos falando daquilo que é essencial..." Caro rainbowman, num país de espectadores e de treinadores de bancada, não podemos desprezar as ideias de ninguém e muito menos a participação efectiva e concreta nas iniciativas colectivas, sejam elas um programa de promoção da saúde na comunidade como é o caso de "Vila Verde de Ficalho, a aldeia sem tabaco", ou um simples e despretensioso fórum de discussão como este. A tua participação não se resume ao acto simbólico de juntar os teus cinco cêntimos. Foste capaz de dar um incentivo positivo àquelas pessoas, mais anónimas (a população) ou menos anónimas (como o Dr. Edmundo Sá, médico de família no Centro de Saúde de Vila Verde de Ficalho), que acreditam que o mundo só avança porque a gente o empurra... Não sou "ficalheiro" mas tenho lá amigos. Amigos que admiro e respeito por que, à distância de 300 km. de Lisboa, estão a fazer coisas, pequenas coisas, que ajudam a avançar o pequeno planeta em que vivemos... Porque a saúde não são só os médicos, a medicina-espectáculo, os hospitais, os medicamentos, os genéricos, os lóbis, as farmácias, as doenças, as listas de espera...É isso mas também é algo mais, e que geralmente não se vê: é o que todos nós fazemos (ou deixamos de fazer) com os outros e através dos outros para que a vida possa ser vivida com prazer e com liberdade, ou com menos sofrimento, e que o nosso pequeno mundo (desde a nossa casa ao nosso local de trabalho, passando pela nossa aldeia ou pelo nosso bairro) seja congruente com esse projecto de vida activa saudável que queremos para nós e para os outros... Vila Verde de Ficalho não ameaça ninguém nem acoita talibãs do fundamentalismo antitabágico. É apenas um sítio, algures no país profundo e desertificado, onde as pessoas, com o apoio das instituições comunitárias (o centro de saúde, a junta de freguesia, etc.), fazem pequenas coisas acontecer... |
| (14) Luís
Graça, 18/2/2002
Pois é, Edmundo,
você agora fica "obrigado" a vir cá mais vezes, de acordo com
a sugestão do amm. Eu sei que o seu tempo é precioso e muito mais útil
aí na margem esquerda do Guadiana do que no ciberespaço... Mas deixe-me
que lhe diga (e nisto estou em sintonia com os outros participantes que
lhe responderam): A sua intervenção, neste fórum da Cidadania, valeu
por muitos discursos dos políticos da saúde e exemplifica algumas das potencialidades
da Internet que a saúde pública não tem sabido aproveitar em
Portugal...Mas quem somos nós!, limitamo-nos a pôr o pauzinho na
engrenagem (falo por mim, obviamente, eu que estou na "guerra do ar
condicionado")... |
| (15) Luís
Graça, 18/2/2002
" Quando a saúde do povo é quem mais ordena..."
Sim, é uma utopia... Teremos que aprender a viver paredes meias com os poderosos lóbis que vivem do negócio da saúde, aqui e em todo o globo. O problema maior é serem demasiado poderosos e omnipresentes... Vila Verde de Ficalho não faz parte nem da economia nem da geopolítica da saúde. Tanto quanto eu sei nem sequer reivindica uma farmaciazinha social... Em suma, nem sequer vem no mapa dos poderosos interesses organizados. Não faz mossa, não chateia ninguém. Inclusive deixou de ser a porta de Portugal para quem vinha da Espanha moura... Mas esta singela e quase anónima iniciativa ("a aldeia sem tabaco") pode ser como o fio de água que corre para a ribeira que corre para o rio que corre para o mar... Um dia talvez lá possamos escrever o tal grafito que hoje não temos lata nem coragem para escrever em parte nenhum... Simbolicamente falando, Ficalho é mais do que o nome de uma vila alentejana. |
| (16)
Edmundo Sá,
18/2/2002
Há cerca de quinze dias estava eu como se diz
"na mó de baixo" em relação ao projecto Ficalho-Aldeia Sem
Tabaco. Talvez as metas que tracei para mim próprio tenham sido demasiado
altas e às tantas pensei que talvez fosse mesmo possível atingir o clímax
do projecto, isto é, a maioria dos fumadores deixarem de fumar. De facto
no último mês, quem sabe se devido aos constipados e síndromes gripais
que sempre são mais complicados nos fumadores, apareceram-me um número
maior de fumadores pedindo ajuda para deixar de fumar. E talvez tenha sido
isso que me deixou desanimado. É que eu não tenho nenhuma fórmula mágica
escondida na manga do casaco para os fumadores
que querem deixar de fumar: em primeiro lugar conto com a vontade
deles; e em seguida confio no tal ambiente desfavorável ao tabagismo que
tentei criar em Ficalho. Só que isso não tem tido resultados estrondosos
como esperava.E muitos dos fumadores e fumadoras que me pedem ajuda não
conseguem deixar de fumar. E assim estava eu a ficar na mó de baixo e a
pensar que se calhar não valia a pena continuar com o projecto. Eis que de repente (não sei se alguém se terá
apercebido desse meu estado de espírito), surgem na mesma semana,
três acontecimentos que vêm trazer um novo alento ao Projecto: Em
primeiro lugar tive uma reunião com o novo Executivo da Junta de
Freguesia, saído das ultimas eleições, e obtive um voto de confiança
no projecto e a promessa do empenho da Junta de Freguesia em colaborar com
o aumento da adesão da população ao projecto (comerciantes?
restaurantes?); Em segundo lugar tive uma chamada telefónica do Sr. António
Alfaiate da RTP1 informando que estava a preparar um trabalho sobre o
tabaco e as relações sociais e que portanto gostaria de conhecer melhor
o projecto ( a propósito, estejam de olho atento aos próximos Jornais
da Noite da RTP1); Finalmente o meu amigo L.G. convidou-me a olhar
para este forum de discussão. Coincidência ou não, mas foi importante a ajuda psicológica que recebi esta semana e só tenho a agradecer ao amm e ao rainbowman as palavras que me dirigiram. |
| (17)
Luís Graça,
19/2/2002
Pois é, isto chama-se suporte social, meu
caro Dr. Edmundo... Não era
nossa intenção, mas aconteceu e resultou... Olhando o seu (con)texto,
deixe-me agora recordar-lhe muito sumariamente (e dar a conhecer aos
membros deste fórum) os objectivos que foram publicitados pelo presidente
da Junta da Freguesia local na sessão solene de proclamação da adesão
de Vila Verde de Ficalho ao projecto "Aldeia Sem Tabaco" (13 de
Março de 1999): |
| (18) Luís Graça,
22/2/02
(...) lá não é proibido fumar... Há
apenas uma tabuleta, à entrada da terra, que diz: "Vila Verde de
Ficalho, Aldeia Sem Tabaco". E há há dias o médico do centro de saúde
local confirmava: Fuma-se mais lá do que nas terras à volta... Não é
um projecto proibicionista, é um projecto de promoção da saúde. Há aí
uma grande diferença... |
| (19) Edmundo Sá,
26/2/02
Todos um
dia deixarão de fumar... Num dos debates promovidos em Ficalho sobre os
malefícios do tabaco, apareceu um homem que, com o seu ar rebelde,
gritou: "Qual Aldeia Sem Tabaco!, eu só deixarei de fumar quando
dobrar a última amoreira preta". |
| (20) R.
Fonseca, 26/2/02
Deixarão de
fumar...nem que seja quando estiverem ligados por tubos, por exemplo
devido a um cancro na faringe ou no esófago... ou na garganta... ou
quando morrerem, como dizia o velhote da amoreira preta, citado por
Edmundo Sá... |
| (21) Edmundo Sá,
27/2/02
O que eu chamaria de um verdadeiro drama, o dos não fumadores: estarem incomodados pelo fumo dos amigos, mas para não serem desagradáveis são capazes de dizer com um sorriso aberto, "Claro que podes fumar!"... A solução poderia passar por fazer ver aos não fumadores o quanto o seu fumo nos incomoda, mesmo quando, pelo prazer de estarmos a conviver com eles, suportamos o fumo que expelem.Mas será que eles entendem isso? Gostaria de ouvir a opinião de um fumador. |
| (22)
José Paulo Wilson, 27/2/02
Caro Dr.
Edmundo: |
| (23) Edmundo Sá,
27/2/02
Se [o José
Paulo Wilson] tivésse hoje onze
anos e vivesse em Vila Verde de Ficalho, teria de facto muito menos
probabilidades de vir a ser um fumador. Esta é a nossa grande aposta e é
aí que esperamos ter frutos. Um estudo sobre a prevalência de fumadores
entre jovens dos 12 aos 19 anos em Vila Verde de Ficalho, levado a cabo em
2001, revelou uma prevalência elevada de cerca de 30% de fumadores, mais
elevada que em outros estudos feitos em Portugal, o que só por si
justifica o projecto. Mas o que foi animador neste estudo é que, a partir
de 1999, parece ter havido menos jovens a se iniciarem nos hábitos tabágicos
que antes de 1999. Será fruto do projecto? |
| (24) Luís Graça, 5/3/02
Em louvor
de Ficalho, dos Ficalheiros (dos mais aos menos ilustres) e da nossa saúde...
Antes que este tema caia rapidamente no esquecimento, aqui ficam os
famosos versos (em número de 10) sobre esta singela, pioneira e polémica
iniciativa que é (ou foi) "Vila Verde de Ficalho, Aldeia Sem
Tabaco". Os tais versos que o Dr. Edmundo Sá não me mandou mas que
eu fui desencantar aos meus papéis... Os versos são da autoria do Prof.
Dr. Políbio Serra e Silva, personalidade que representou a Fundação
Portuguesa de Cardiologia na cerimónia realizada na Junta de Freguesia de
Vila Verde de Ficalho, em 13 de Março de 1999. Para que conste, aqui
ficando registados para a "petite histoire" da promoção da saúde
em Portugal. L.G. |
| (25) Luís Graça,
5/3/02
Antes o "cancro do pulmão" que o "campo de concentração"... Citação. Publicado originalmente por Isabel Coutinho: Proibicionista, eu ? Você não me conhece, Isabel... Não defendi em parte nenhuma, nestes fóruns (aqui ou no "Ataque terrorista"), qualquer solução de tipo totalitário para o problema do tabagismo... O "fascismo sanitário", como diz a Isabel, é absolutamente inaceitável embora possa haver pontualmente, na moderna saúde pública, pessoas que são tentadas pelo discurso totalitário... Ao longo da história, temos assistido a muitos cenários do terror impostos a doentes e a sãos em nome do "superior interesse" da saúde pública: a actuação das autoridades de saúde em tempos de peste ("de que Deus nos livre!") ou a segregação dos leprosos (nas gafarias) e dos tuberculosos (nos sanatórios)... Mais recentemente, a discri,minação dos seropositivos (na escola, no emprego, etc.)... O tabagismo é uma doença ? Para a OMS não há hoje qualquer dúvida... Mas onde começa e onde acaba a fronteira entre a doença e a saúde, entre o normal e o patológico, entre o patogénico e o salutogénico ?.... Reconheço que quando a saúde (o sistema, as politicas, os serviços, os profissionais, o Estado...) impõe de maneira coerciva padrões de comportamento, então estamos a pisar os terrenos movediços do "fascimso sanitário"... Mas esta questão não é tão simples quanto isso: a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança na condução automóvel viola a minha liberdadade individual, mas é reconhecidamente uma das medidas técnicas e legais que mais contribuiram, nos países desenvolvidos, para a drástica redução dos acidentes rodoviários... Outro exemplo: é legítimo eu submeter-me a testes de despistagem do consumo de "drogas ilícitas" para conseguir um emprego ? Nos EUA, que são os "campeões da liberdade individual", houve ferozes debates nos anos 80 (e que continuam ainda hoje) sobre o "drug screening" no local de trabalho... Foram introduzidos durante a administração de Regan aproveitando o clima (favorável) de "guerra contra a droga"... Não me admiraria que amanhã o tabagismo se torne um motivo de despedimento na terra do Tio Sam, a persistir a actual tendência (perigosa) para o discurso musculado em todas as frentes (...). Fiquemos por aqui hoje... e deixemos, a quem fuma, fumar o seu cigarrinho tranquilo. Antes o cigarro que o pesadelo do fascismo (de que Deus nos livre!), antes o "cancro do pulmão" que o "campo de concentração"... |
|
Parece haver aqui um problema de dissonância cognitiva e não propriamente de encarniçamento terapêutico, caríssima Isabel... Eu acho, em todo o caso, que todos os cibercidadãos têm, pelo menos, o direito à informação e ao conhecimento, incluindo os resultados do Inquérito Nacional de Saúde que custa uma pipa de massa aos contribuintes. É um problema de equidade ou de igualdade de oportunidades... Eu limitei-me avançar com alguns dados sobre o consumo de tabaco. Você comentou. Outros provavelmente não ligaram... Cada um fará o que bem entender às "estatísticas da saúde"... Com humor, com apreço e com afecto. . |
| (28) Luís Graça, 17/5/02
Já há
muito que não "tabaqueamos o caso", o de Vila Verde de Ficalho,
a "aldeia sem tabaco"... Isto é apenas um pretexto para não
deixar morrer o nosso tema de discussão. Não quero com isto, de modo
algum, voltar a acicatar os ânimos dos que fumam contra os que não fumam
ou vice versa. Limito-me a deixar aqui informação útil. Para todos: (i)
Para aqueles que fumam e querem deixar de fumar, (ii) para aqueles que
nunca fumaram e que um dia destes são capazes de começar a fumar; ou
(iii) para aqueles que deixaram de fumar e que às vezes ainda sentem a
vontade de fumar um cigarrinho... |
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(29)
Isabel Coutinho, 2/7/2002 |
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(30)
Luís Graça, 2/7/2002 [Isabel],
adorei a sua jesuítica
anedota sobre o imbróglio teológico: “Cigarro e meditação, sim
ou não ?” Agora entendo a razão por que se diz dos jesuítas que eles
foram a “inteligentzia” da Contra-Reforma…. Concordo consigo: Nestes
nossos fóruns de discussão, a diferença muitas vezes não está na
resposta, mas sim na pergunta… De respostas está o inferno cheio.
Sobretudo de más respostas… Entretanto, e para manter a nossa conversa
no alto nível de santidade para a qual felizmente ela derivou, deixe-me
contar-lhe também uma anedota, em anexo. Provavelmente você já a
conhece, pelo menos mete alguns figurões nossos conhecidos; em qualquer
dos casos, humor com humor se paga. Seu admirador, mesmo quando em
desacordo. |
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(31)
Luís Graça, 14/11/2002 Publicado
originalmente por Luís Graça |
(32) Megane, 24/11/2002 Hipocrisia Ninguém
está só neste debate. Eu, por exemplo, em noites de insónia, como a de
hoje, tenho-me divertido imenso com este fórum. Parece uma "conversa
de solteiros e casados". Há cá de tudo. |
| (33)
Luís Graça, 25/11/2002
Megane,
para quê falares da hipocrisia do Vaticano esquecendo a das autoridades
portuguesas ? Em Portugal não é proibido fumar, só é proibido fumar em
determinados lugares (públicos). Também é proibida a publicidade ao
tabaco, desde 1983 (segundo creio). Cerca de 1 em cada 3 português, com
10 ou mais anos de idade fuma. Mas mesmo assim ainda somos o país da União
Europeia com a mais baixa taxa de fumadores. Infelizmente, o tabaco mata,
aqui e em todo o lado. Hoje, em Portugal, é responsável por cerca de 11
mil mortes anuais, ou seja, cerca de 10% do total da mortalidade. Sete
vezes mais do que os acidentes nas estradas! Por acaso as pessoas sabem
disto? Não sabem. A "peste azul" toma, curiosamente o lugar que
tinha até à II Guerra Mundial a tuberculose: na década de 1930 esta era
também responsável por 10% de todas as mortes anuais em Portugal. |
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(34)
Luís
Graça, 29/11/2002 Empresas com programas de apoio aos colaboradores que querem deixcar de fumar Publicado
originalmente por Luís Graça _________ "Quer
um cigarro ? Não, obrigado... A IBM proibiu o fumo na empresa. Ao mesmo
tempo criou um programa para quem quisesse deixar de fumar.
Resultou"... Reportagem de Maria João Lima, revista
"Exame", 27/11/02.
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(35)
Jota
Lourenço, 1/12/2002 Empresas com programas de apoio aos colaboradores que querem deixar de fumar Citação.
Publicado originalmente por Isabel Coutinho
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(36)
Luís
Graça, 8/12/2002 O tabaco e a "Big Sister" Na
sua coluna de opinião, na última edição do "Expresso", de 7
de Dezembro último, escreve Ferreira do Amaral (o Joaquim) o seguinte, a
respeito da anunciada directiva do Conselho Europeu sobre a proibição da
publicidade ao tabaco: |
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(37)
Edmundo
Sá, 31/12/2002 Notícias da Aldeia Sem Tabaco |
(*) Fóruns do Publico.pt > Cidadania - Vila Verde de Ficalho, a 'aldeia sem tabaco'
(**) Terravista > Fóruns > Saúde > Saúde & Segurança no Trabalho
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Última actualização: 9 de Fevereiro de 2005 / Last update: Fevereiro 9, 2005. |
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© Luís Graça (1999-2005). E-mail: luis.graca@ensp.unl.pt |
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