Artigo sobre Prescrição Social em Portugal distinguido pelo Índex das Revistas Médicas Portuguesas
Fotografia de um grupo de séniores a mexer em tablets.

Artigo sobre Prescrição Social em Portugal distinguido pelo Índex das Revistas Médicas Portuguesas

Publicada: 16.03.2026

O artigo “Prescrição social em Portugal: uma chamada para mudar determinantes sociais e comportamentais da saúde, promover a saúde e reforçar a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde”, publicado no Portuguese Journal of Public Health (2025;43(4):294-299), foi distinguido como artigo em destaque da semana pelo Índex das Revistas Médicas Portuguesas (ÍndexRMP).

Da autoria de Sónia Dias, diretora da ENSP NOVA, e de Cristiano Figueiredo, Louíse Hoffmeister, Maria João Marques, Ana Rita Pedro, Margarida Canas, Vasco Ricoca Peixoto e Ana Gama, o artigo analisa a evolução da prescrição social a nível internacional e descreve o seu percurso de implementação em Portugal, destacando o potencial desta abordagem para promover a saúde da população, atuar sobre os determinantes sociais e comportamentais da saúde e contribuir para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde.

A prescrição social permite que profissionais de saúde encaminhem utentes para atividades, serviços e recursos comunitários, sejam sociais, culturais, desportivos ou de outra natureza, promovendo estilos de vida mais saudáveis, maior ligação social e respostas mais integradas e centradas nas necessidades das pessoas.

Em Portugal, a implementação da prescrição social teve início com a ENSP NOVA, em 2018, em Unidades de Saúde Familiar do Agrupamento de Centros de Saúde de Lisboa Central, atualmente integradas na Unidade Local de Saúde de São José, tendo-se progressivamente estendido a outras regiões do país, com o envolvimento de municípios e de organizações do setor social.

Neste percurso, a ENSP NOVA assumiu um papel pioneiro e mobilizador no desenvolvimento da prescrição social em Portugal, contribuindo para a afirmação desta abordagem no contexto nacional. A Escola tem vindo a liderar vários projetos, nomeadamente a assegurar apoio técnico-científico, monitorização e avaliação, fortalecendo a produção de evidência e a adaptação dos modelos internacionais à realidade portuguesa. Foi também fundadora da Rede Portuguesa de Prescrição Social, uma iniciativa que tem sido determinante para promover a partilha de conhecimento, a capacitação de profissionais e o reforço da colaboração entre saúde, setor social e comunidade.

O artigo sublinha ainda alguns dos principais desafios para a consolidação desta abordagem em Portugal, nomeadamente a necessidade de reforçar a sensibilização para a prescrição social, aprofundar a colaboração intersectorial e garantir a monitorização sistemática das iniciativas, assegurando a sua qualidade, impacto e sustentabilidade.

A distinção atribuída pelo ÍndexRMP reforça a relevância científica e a atualidade do tema. O Índex das Revistas Médicas Portuguesas, agora renovado, é a única base de dados que reúne, de forma exaustiva, os artigos publicados em mais de 200 revistas médicas portuguesas, há mais de 30 anos, distinguindo semanalmente trabalhos de especial qualidade e oportunidade junto de uma comunidade de mais de 11 mil utilizadores.

Este reconhecimento reforça o contributo da Escola para a produção de conhecimento e para o desenvolvimento de soluções inovadoras em saúde pública, confirmando o seu papel de referência numa área em que foi pioneira em Portugal.