Luís Graça: Textos sobre saúde e trabalho / Papers on health and work  

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92. Graça, L. (2000) - Evolução do Sistema Hospitalar: uma Perspectiva Sociológica. Conclusão  [The History of Hospitals. Conclusion ](a)

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Esta tipologia da evolução do sistema hospitalar, inspirada em Steudler (1974), não é construída a partir de categorias jurídico-normativas (como por exemplo, a legislação, as regras formais, a propriedade  ou o simples organograma do hospital) mas a partir de variáveis mais propriamente sociológicas.

É um modelo dinâmico que pretende dar conta, em traços muito largos, das principais transformações históricas por que passou, nomeadamente na Europa, em geral, e Portugal, em particular, o hospital, enquanto instituição e organização de saúde.

Hoje em dia qualquer análise organizacional ou psicossociológica do hospital (e dos demais serviços de saúde) terá que ter em conta esse contexto histórico. Convém, porém, lembrar que se trata de uma tipologia, que a evolução dos hospitais e dos demais serviços de saúde não é linear, e que há elementos comuns aos três tipos de fases.

De facto, esses elementos persistem ainda hoje em muitos dos hospitais do nosso tempo. Pode-se mesmo dizer que o hospital de hoje conserva certos traços do sistema tradicional e do sistema profissional liberal.

  • No caso português, haverá instituições hospitalares que continuam mais próximas do sistema tradicional: é o caso de certos hospícios (como o hospital da Tocha, para leprosos) ou de hospitais psiquiátricos que representam a via da relegação médica, do abandono médico puro e simples, da medicalização da loucura, apesar de algumas tentativas (falhadas) de deitar abaixo os seus muros (físicos, mas sobretudo simbólicos e culturais);

  • Outros estabelecimentos hospitalares conservarão ainda alguns traços fortes do sistema tradicional e sobretudo do sistema profissional liberal, dada a sua ligação com as misericórdias locais, a sua própria arquitectura, o seu subequipamento, a sua fraca diferenciação, a falta de condições de trabalho, a aliança do poder médico com os grupos do poder local, o conflito público/privado, a ausência de preocupação dos próprios profissionais com a eficácia, a eficiência e a equidade, a desarticulação com o subsistema de cuidados de saúde primários, a fraca ou nula capacidade de negociação dos utentes, etc.; o mesmo se pode dizer de certos hospitais centrais ou de certos serviços onde o que conta ainda é a performance médica, desligada de preocupações mais propriamente de gestão.

O que caracteriza verdadeiramente o hospital da última fase (o sistema técnico), o verdadeiro hospital moderno, seria - segundo Steudler (1974) - a racionalização, a preocupação em controlar, prever e dominar a evolução do hospital através do planeamento e da participação dos profissionais nas decisões bem como da avaliação da qualidade dos cuidados prestados, das suas implicações económicas e sociais, etc.

Esse é, de resto, o sentido da expressão "passar a gerir o hospital como uma empresa" e de algumas inovações (mais no papel) como a departamentalização, os centros de responsabilidade, os grupos de diagnóstico homogéneo, etc., que se têm vindo a ensaiar nos últimos anos (vd. lei da gestão hospitalar - D.L. nº 19/88, de 21/1 -, e a respectiva regulamentação - Dec. Reg. nº 3/88, de 22/1 -, bem como a reforma em curso do Serviço Nacional de Saúde, iniciada com a lei de bases da saúde - Lei nº 48/90, de 24/1).

Infelizmente, e no nosso caso, o legislador e a tutela parecem ter uma concepção algo redutora de conceitos-chaves como empresa, gestão, inovação, participação, qualidade. E a tentação é grande, neste país, de tentar mudar as relações sociais e humanas... por decreto!

A lei da gestão hospitalar consagra explicitamente "o princípio de que os hospitais devem organizar-se e ser administrados em termos empresariais" (preâmbulo do D.L. nº 19/88, de 21 de Janeiro). Por seu turno, o Decreto Regulamentar nº 3/88 aponta como um das seis tendências que marcaram as décadas de 70 e 80, a "explosão das despesas hospitalares, associada à especificidade e complexidade da estrutura hospitalar", o que viria a "exigir que fossem introduzidos critérios de rendibilidade social, associados a maior selectividade das despesas e a indicadores de eficiência económica" (prêambulo do citado diploma).

Infelizmente, ainda estão por criar os mecanismos que possibilitem a prestação de contas (no sentido lato do termo) do desempenho do hospital público e demais organizações de saúde.

No essencial, e ao longo de seis artigos, quisemos pôr em evidência que a emergência do hospital moderno, em ruptura com o hospital cristão medieval, e o seu sucedâneo (o hospital do Ancien Régime) não pode ser explicado pelos simples progressos científicos e técnicos no campo da medicina. Mas ao recusar uma visão iatrocêntrica (baseada no simples protagonismo dos médicos e da medicina), para compreender a evolução da organização hospitalar e do papel da instituição hospitalar, recusamos também igualmente o determinismo tecnológico que, em termos de senso comum, associa a máquina à vapor à revolução industrial. "A história do progresso tecnológico não é a história biológica das máquinas", diz Chauvenet (1978. 19), comentando por sua vez uma citação do sociólogo Daniel Bell (1958): "Não é por se terem construídos fábricas que houve industrialização, mas sim por que passou a ser possível medir o trabalho" (Itálicos nossos).

Luís Graça

Lisboa, 31 de Dezembro de 1996.

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  (a) Extractos de: GRAÇA, L. (1996) - Evolução do sistema hospitalar: Uma perspectiva sociológica. Lisboa: Disciplina de Sociologia da Saúde / Disciplina de Psicossociologia do Trabalho e das Organizações de Saúde. Grupo de Disciplinas de Ciências Sociais em Saúde.  Escola Nacional de Saúde Pública. Universidade Nova de Lisboa   (Textos, T 1238 a T 1242).

 

 

Última actualização: 1  de Abril de 2005 / Last updated: April 1,  2005

© Luís Graça (1999-2005). E-mail: luis.graca@ensp.unl.pt

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