Primeiros estudantes da Licenciatura em Global Public Health recebidos pela ENSP NOVA
Fotografia de grupo com os alunos, professores e Direção da ENSP NOVA.

Primeiros estudantes da Licenciatura em Global Public Health recebidos pela ENSP NOVA

Publicada: 15.09.2026

Com um novelo de lã a passar de mão em mão, os primeiros estudantes da nova Licenciatura em Global Public Health começaram a descobrir o que os ligava uns aos outros: interesses, percursos, curiosidades e inquietações sobre o mundo. Foi assim, entre apresentações, perguntas e atividades de integração, que a Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) recebeu, no Campus da Reitoria da NOVA, em Campolide, a primeira turma da sua nova licenciatura – um momento simbólico na história da Escola e no futuro da formação em Saúde Pública em Portugal.

A sessão juntou estudantes, docentes e responsáveis da Escola num ambiente de acolhimento, descoberta e partilha.  A diretora da ENSP NOVA, Sónia Dias, deu as boas-vindas aos novos alunos, sublinhando a importância de uma formação que prepara profissionais para pensar e atuar sobre os grandes desafios da Saúde Pública contemporânea.

Numa intervenção próxima e inspiradora, Sónia Dias destacou que a Saúde Pública é hoje cada vez mais global, contando com grandes desafios como as alterações climáticas, as migrações, a transformação dos sistemas de saúde, a inovação, a desinformação e a necessidade de respostas mais humanas, éticas e orientadas para a vida das pessoas.

“A Saúde Pública tem a capacidade de salvar vidas, muitas vidas ao mesmo tempo, e de contribuir para mais qualidade de vida, bem-estar e anos de vida com saúde”, sublinhou a diretora, reforçando a dimensão humana e transformadora desta área de conhecimento.

O acolhimento contou também com a participação de Alexandre Abrantes, professor jubilado da ENSP NOVA, que partilhou com os estudantes o seu percurso na Saúde Pública e deixou uma mensagem sobre a importância de estarem atentos às oportunidades. Num registo informal e próximo, recordou que os percursos académicos e profissionais raramente são lineares e que cada escolha pode abrir novos caminhos.

Durante a sessão, os novos estudantes tiveram ainda oportunidade de conhecer alguns dos docentes que os irão acompanhar neste percurso, incluindo Rui Santana, Paulo Sousa e Inês Fronteira, num primeiro contacto com a comunidade académica da ENSP NOVA.

O dia ficou também marcado por atividades de integração pensadas para aproximar os estudantes entre si e introduzir, de forma participativa, alguns temas centrais da Saúde Pública Global. Através de um bingo temático, cruzaram características pessoais com referências da Saúde Pública, como a Declaração de Alma-Ata ou doenças transmitidas por mosquitos.

Entre apresentações, perguntas e conversas informais, vários estudantes partilharam também as motivações que os levaram a escolher esta licenciatura, desde o interesse pelas ciências e pela saúde até à vontade de compreender melhor os fatores que influenciam a vida das populações. Para alguns, o contacto com o curso em iniciativas de divulgação, como a Futurália, foi decisivo para confirmar a escolha, com também muitos estudantes com ligações prévias às artes, dança ou música.

A nova Licenciatura em Global Public Health representa uma aposta estratégica da ENSP NOVA na formação de novas gerações de profissionais capazes de compreender a saúde para além da doença e do indivíduo, olhando para os determinantes sociais, ambientais, políticos, económicos e culturais que influenciam a saúde das populações.

Ao longo do curso, os estudantes serão desafiados a desenvolver competências para analisar problemas complexos, interpretar evidência, compreender sistemas de saúde, comunicar com diferentes públicos e contribuir para respostas mais eficazes, equitativas e sustentáveis.

O arranque desta licenciatura confirma também o compromisso da ENSP NOVA com a inovação no ensino em Saúde Pública e com a aproximação desta área a públicos mais jovens, nacionais e internacionais, reforçando o papel da Escola como espaço de formação, investigação, reflexão crítica e intervenção na sociedade.