
Desempenho ambiental das instituições de cuidados de saúde portuguesas: indicadores, metas e intervenções

“Indicadores e evidência para um setor da saúde mais sustentável ambientalmente”.

As instituições de saúde são fundamentais para a prestação de cuidados à população, mas exercem uma pressão ambiental significativa devido ao elevado consumo de recursos (energia, água e materiais) e à emissão de poluentes e resíduos. Apesar das metas definidas pelo Acordo de Paris e pelo Pacto Ecológico Europeu, o setor da saúde continua a carecer de indicadores específicos que permitam avaliar e melhorar o seu desempenho ambiental. Esta lacuna limita a capacidade das instituições de monitorizar o progresso rumo à neutralidade carbónica e à sustentabilidade ambiental. Os objetivos centrais são:
- Desenvolver, validar e aplicar um conjunto de indicadores de desempenho ambiental específicos para as instituições de saúde portuguesas, alinhados com o Plano de Ação para a Poluição Zero e outras metas europeias.
- Estimar os benefícios em saúde pública e económicos associados à implementação de medidas ambientalmente sustentáveis no setor.
- Ter impacto científico, político e social:
- Científico, pela revisão e validação de indicadores ambientais e pela análise quantitativa da redução da carga de doença associada;
- Político, ao fornecer aos decisores públicos instrumentos e evidência prática para orientar políticas ambientais no setor da saúde;
- Social, ao promover práticas sustentáveis que contribuem para a proteção do ambiente e da saúde humana, e por apoiar a formação de jovens investigadores.

OBJETIVOS

- Identificar e validar indicadores de desempenho ambiental adequados às instituições de saúde portuguesas, alinhados com referenciais internacionais.
- Definir metas mensuráveis para cada indicador, em consonância com o Plano de Ação para a Poluição Zero e os objetivos europeus para 2030.
- Avaliar os impactos em saúde pública, estimando a redução da carga de doença associada à melhoria do desempenho ambiental.
- Analisar a custo-efetividade das intervenções ambientais e identificar áreas prioritárias de atuação nas instituições de saúde.
- Desenvolver um Índice Composto de Sustentabilidade Ambiental que permita monitorizar o progresso das Unidades Locais de Saúde rumo à neutralidade carbónica e aos ODS.
- Produzir recomendações baseadas em evidência para apoiar políticas públicas e práticas sustentáveis no setor da saúde em Portugal.

ATIVIDADES E METODOLOGIA

- Revisão sistemática e seleção de indicadores: Identificar e analisar indicadores de desempenho ambiental de fontes internacionais (OCDE, AEA, PNUA, UE) e selecionar os mais relevantes para o contexto dos cuidados de saúde em Portugal.
- Validação por especialistas: Realizar um processo de validação estruturado com especialistas em saúde pública, saúde ambiental e gestão da saúde para avaliar a relevância dos indicadores, a qualidade dos dados e a viabilidade.
- Definição de metas e estimativa do impacto na saúde.
- Avaliação económica e da relação custo-eficácia das intervenções ambientais propostas para identificar áreas prioritárias para investimento sustentável em instituições de saúde.
- Envolvimento das partes interessadas e quadro de implementação.

CONSÓRCIO E COORDENAÇÃO

- Entidade coordenadora: ENSP NOVA
- Investigadora Responsável: Susana Viegas
- Equipa ENSP NOVA:
- Julian Alejandro Perelman
- Marta Moreira Marques
- Silvia Lopes
- José Chen

FINANCIAMENTO

- Entidade financiadora: FCT
- Montante: 50 mil euros
- Número do Grant Agreement: 2023.15731.PEX
- DOI: https://doi.org/10.54499/2023.15731.PEX

DURAÇÃO E DATAS RELEVANTES

- Data de início: 1 de janeiro de 2025
- Duração: 18 meses

RESULTADOS ESPERADOS/IMPACTO

- Indicadores validados para avaliar o desempenho ambiental das instituições de saúde portuguesas, alinhados com metas europeias e internacionais.
- Índice Nacional de Sustentabilidade Ambiental em Saúde, permitindo monitorizar o progresso das Unidades Locais de Saúde rumo à neutralidade carbónica e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
- Metas mensuráveis e referenciais nacionais para avaliação contínua do desempenho ambiental e cumprimento das políticas de sustentabilidade.
- Estimativa dos ganhos em saúde pública e redução da carga de doença, associada à implementação de práticas sustentáveis no setor da saúde.
- Intervenções ambientais custo-efetivas e recomendações práticas e políticas para apoiar decisões estratégicas no sistema de saúde.
