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Licenciatura internacional e interdisciplinar reforça compromisso da Universidade NOVA de Lisboa com a inovação e a cooperação global. O novo programa, liderado pela ENSP NOVA, em associação com a Nova Medical School, o IHMT NOVA e a Aga Khan University, terá início em setembro de 2026.
Lisboa, 19 de fevereiro de 2026 – A Universidade NOVA de Lisboa vai lançar, pela primeira vez em Portugal, a Licenciatura internacional em Saúde Pública Global, um programa pioneiro que prepara uma nova geração de profissionais capazes de responder, de forma inovadora e colaborativa, aos desafios da saúde pública num mundo em rápida transformação.
Com início previsto para setembro de 2026, esta licenciatura em Global Public Health representa mais um marco na estratégia de inovação da NOVA e da ENSP NOVA, reforçando o nosso compromisso com uma oferta de ensino alinhada com os grandes temas do futuro: a saúde, a sustentabilidade, a digitalização e a cooperação global.
O programa é liderado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP NOVA), em associação com a Nova Medical School (NMS), o Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT NOVA) e a Aga Khan University (AKU), integrando ainda outros parceiros académicos e estratégicos europeus e globais.
“Esta licenciatura nasce com a ambição de formar uma nova geração de profissionais capazes de pensar e agir globalmente, com base no conhecimento científico, na inovação e na transformação social. É um passo decisivo para reforçar o papel de Portugal e da NOVA no mapa internacional da saúde pública e para preparar respostas que contribuam para sociedades mais saudáveis, equitativas e resilientes, bem como para a sustentabilidade dos sistemas de saúde”, destaca Sónia Dias, diretora da ENSP NOVA.

Com uma duração de seis semestres (180 ECTS), o curso está acreditado pela A3ES e pela Association of Schools of Public Heath in the European Region (APHEA), garantindo padrões internacionais de qualidade e excelência académica.
O plano curricular combina formação teórica e prática, incluindo estágios, projetos, estudos de caso e seminários que aproximam os alunos dos desafios reais da saúde pública. A licenciatura aposta ainda em mobilidade académica, redes de cooperação internacional e oportunidades de estágio junto de instituições parceiras de referência.
Os conteúdos abrangem políticas e sistemas de saúde, saúde digital e inteligência artificial, sustentabilidade, comunicação, governação e epidemiologia, promovendo uma aprendizagem aplicada e orientada para a resolução de problemas complexos e globais.

A Licenciatura em Global Public Health destina-se a quem ambiciona uma carreira com impacto nacional e internacional, em setores públicos e privados, empresas e start-ups, fundações e organizações da sociedade civil, universidades e centros de investigação, bem como em organismos internacionais e agências multilaterais de cooperação e desenvolvimento.
O curso forma profissionais capazes de desenvolver soluções inovadoras e baseadas em evidência científica, que promovam a saúde, a equidade e a sustentabilidade em contextos globais e locais.
Os diplomados estarão preparados para atuar em áreas como:

Consulte mais informações em: https://www.ensp.unl.pt/curso/licenciatura-em-global-public-health/
A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa participou na 2.ª Reunião Transnacional do projeto HERA – Helping Empower Women through Reskilling and Advancement, que decorreu em Nápoles, reunindo parceiros de vários países europeus para reforçar a coordenação e a implementação das atividades em curso.
Coordenado pela ENSP NOVA, o projeto HERA tem como objetivo capacitar mulheres com mais de 45 anos, através da requalificação profissional, promovendo a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho e contribuindo para a redução das desigualdades sociais e de género. Num contexto marcado por rápidas transformações digitais e pela transição sustentável, o projeto atua sobre determinantes sociais da saúde que condicionam o acesso ao emprego, à educação e à participação social.
Durante o encontro, que decorreu nos dias 17 e 18 de dezembro, os parceiros partilharam experiências e boas práticas relacionadas com a implementação dos HERA Labs em diferentes países, bem como estratégias de envolvimento de stakeholders e desenvolvimento de soluções adaptadas às realidades locais. Este momento de trabalho conjunto permitiu alinhar abordagens, antecipar desafios comuns e reforçar a dimensão colaborativa do consórcio.
Para Sónia Dias, diretora da ENSP NOVA e coordenadora do consórcio HERA, “o encontro em Nápoles foi um momento central para o projeto HERA, ao reunir os parceiros responsáveis pela implementação dos HERA Labs em vários países. A partilha de experiências permitiu identificar abordagens eficazes e antecipar desafios comuns, reforçando uma colaboração próxima e mobilizadora, da qual resultam soluções mais inclusivas e sustentáveis, alinhadas com as necessidades reais das mulheres que pretendemos apoiar”.
Além da diretora da ENSP NOVA, a investigadora Maria João Marques também esteve presente no encontro, que foi acompanhado por videoconferência por Carolina Santos e Sofia Madeira, docente e investigadora da ENSP NOVA, respetivamente.
O projeto HERA envolve um consórcio de 10 parceiros de 8 países, contando com o apoio da Comissão Europeia. Para além do impacto direto na requalificação e empregabilidade das mulheres, o projeto visa contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas mais inclusivas, baseadas em evidência e boas práticas, assegurando um impacto duradouro a nível europeu.
Francisco Madeira, bolseiro de investigação da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA), participou como orador no painel “Políticas de saúde: vamos fazer as contas”, integrado no evento “Debater para avançar”, promovido pelo Observador no âmbito do projeto Arterial, dedicado às doenças cérebro-cardiovasculares.
O debate, que decorreu no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, centrou-se no impacto económico destas patologias e nas opções de política pública necessárias para melhorar a eficiência do sistema de saúde, reunindo decisores, investigadores e representantes institucionais.
Na sua intervenção, Francisco Madeira apresentou dados de um estudo longitudinal que analisou, ao longo de 21 anos, os custos associados ao tratamento das síndromes coronárias agudas, incluindo o enfarte agudo do miocárdio. De acordo com os resultados, o custo acumulado destes episódios atingiu cerca de 1,8 mil milhões de euros, o equivalente a aproximadamente 1% do orçamento anual do Serviço Nacional de Saúde, evidenciando o peso significativo destas doenças na sustentabilidade do sistema.
O investigador explicou que a maior fatia dos custos está associada a internamentos, cirurgias e dispositivos médicos, sublinhando ainda a evolução do custo médio por doente ao longo do tempo. Após um período de aumento até 2011, reflexo de abordagens mais intervencionistas, registou-se uma redução dos custos médios, associada à adoção de práticas clínicas mais conservadoras. A exceção foi o ano de 2020, marcado pela pandemia, em que o agravamento do estado clínico dos doentes à chegada aos hospitais voltou a elevar os custos.
Para Francisco Madeira, estes dados reforçam a importância da prevenção como estratégia central, não apenas para melhorar a qualidade de vida dos doentes, mas também para aumentar o custo-benefício das respostas em saúde. O bolseiro de investigação defendeu igualmente a necessidade de medir, monitorizar e cruzar dados de forma sistemática, condição essencial para apoiar decisões informadas e políticas públicas mais eficazes no combate às doenças cérebro-cardiovasculares.
A participação da ENSP NOVA neste debate insere-se no seu compromisso com a produção e disseminação de evidência científica relevante para a definição de políticas de saúde, contribuindo para uma abordagem mais integrada, eficiente e sustentável dos grandes desafios do Serviço Nacional de Saúde.
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Imagem: © Observador