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Promoção da Saúde, o Mestrado que lhe interessa
A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) recebeu, no passado dia 19 de maio, uma delegação da School of Public Health da University of Alabama at Birmingham (UAB), no âmbito de uma visita de estudo dedicada à partilha de conhecimento, ao intercâmbio de perspetivas e ao reforço do diálogo académico na área da saúde pública.
A iniciativa decorreu na Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa e reuniu docentes da ENSP NOVA e estudantes da UAB num programa centrado em temas estratégicos para a saúde pública, proporcionando um espaço de aprendizagem e reflexão em torno dos desafios atuais e futuros do setor.
A sessão teve início com as boas-vindas de Patrícia Marques, docente da ENSP NOVA, seguindo-se uma apresentação conduzida por Carla Martins sobre a área da saúde ambiental e das alterações climáticas. Neste âmbito, foi dado a conhecer o Mestrado em Saúde Ambiental e Alterações Climáticas da ENSP NOVA, destacando a aposta da Escola na formação avançada em áreas emergentes e de crescente relevância para a saúde pública.
O programa prosseguiu com uma sessão dinamizada por Gonçalo Augusto, também docente da ENSP NOVA, dedicada às raízes da saúde pública e aos desafios da melhoria da saúde das populações. A iniciativa privilegiou o diálogo com os estudantes presentes, promovendo uma discussão aberta e participada em torno da evolução da saúde pública e da resposta aos desafios contemporâneos.
A visita terminou com uma sessão de discussão e encerramento que contou com a participação de Lisa McCormick, Senior Associate Dean for Academics and Practice da School of Public Health da University of Alabama at Birmingham, juntamente com Carla Martins, Gonçalo Augusto e Patrícia Marques, proporcionando um momento de troca de perspetivas entre docentes e estudantes das duas instituições.
Esta visita de estudo proporcionou um espaço de contacto entre diferentes realidades académicas e abordagens à saúde pública, favorecendo a partilha de experiências e a reflexão conjunta sobre temas de relevância global. Ao promover iniciativas deste tipo, a ENSP NOVA reforça a sua ligação a instituições internacionais e cria oportunidades de interação académica que enriquecem a experiência formativa e contribuem para uma visão mais abrangente dos desafios que hoje se colocam à saúde pública.
A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa vai realizar, no próximo dia 6 de julho de 2026, as eleições para a constituição do novo Conselho Científico. A convocatória foi efetuada nos termos do Regulamento para Eleição dos Membros do Conselho Científico, aprovado por despacho de 23 de junho de 2026, sob proposta do próprio Conselho Científico.


Melhorar a monitorização do VIH em Portugal passa por reforçar a capacidade de ligar, articular e usar a informação existente, permitindo acompanhar o percurso das pessoas e identificar barreiras de acesso ao longo da resposta em saúde. Esta é uma das conclusões do HIVision – Diagnóstico sobre a monitorização do VIH em Portugal, um projeto da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA), que identifica ações e prioridades para ultrapassar os problemas de monitorização do VIH.
O projeto HIVision envolveu cerca de 30 peritos de instituições públicas de saúde, organizações de base comunitária, hospitais, associações e municípios, tendo sido desenvolvido com o apoio da Gilead Sciences, refletindo um trabalho colaborativo e multissetorial.
O relatório final, que será apresentado hoje, dia 25 de junho, mostra que o país já dispõe de dados relevantes, experiência técnica e conhecimento acumulado nesta área. O principal desafio é que essa informação continua dispersa, pouco articulada e nem sempre devolvida de forma útil a quem decide, planeia ou presta cuidados. Portugal pode dar um salto qualitativo na resposta ao VIH se criar condições para transformar dados dispersos em informação útil para cuidar melhor, planear melhor e decidir melhor.
Embora seja possível acompanhar indicadores importantes, é difícil monitorizar o percurso das pessoas ao longo da resposta ao VIH, da prevenção e testagem ao tratamento, retenção em cuidados e qualidade de vida. Para os autores, melhorar esta monitorização é essencial para compreender trajetórias, reduzir desigualdades e reforçar a eficácia da resposta em saúde.
Para Teresa Magalhães, coordenadora da equipa do projeto e docente da ENSP NOVA, “Portugal já mostrou que consegue responder de forma robusta ao VIH. O que este trabalho demonstra é que também pode monitorizar melhor essa resposta, com mais integração, mais continuidade e mais capacidade de transformar dados em ação.”
Ricardo Mestre, também coordenador do projeto e docente da ENSP NOVA, sublinha que “monitorizar melhor não é apenas contar casos. É compreender o percurso das pessoas, devolver conhecimento útil aos profissionais e apoiar decisões mais inteligentes. Quando isso acontece, ganha a saúde pública, ganham os profissionais e ganham as pessoas. Este é um trabalho que as instituições podem e querem desenvolver, se tiverem condições para o concretizar”.
Seis prioridades para melhorar a monitorização do VIH em Portugal
O relatório identifica no seu Call to Action seis prioridades estratégicas, consideradas essenciais para que Portugal se alinhe com as metas internacionais até 2030:
Mais do que um diagnóstico, o HIVision propõe uma agenda nacional de melhoria da monitorização do VIH, baseada num roteiro faseado e orientado para resultados. A conclusão é clara: já não basta acompanhar novos diagnósticos. É necessário acompanhar o percurso das pessoas ao longo do tempo e utilizar a informação para melhorar decisões e reduzir desigualdades. Portugal tem condições para o fazer, nomeadamente no contexto das ULS, que criam uma base privilegiada para integrar informação e aproximar a decisão da prestação de cuidados.