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Lisboa acolheu a 10.ª edição da Behaviour Change Conference, organizada pelo Centre for Behaviour Change da University College London (UCL), em parceria com o BE-Change Knowledge Centre da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA). O evento reuniu mais de 300 participantes de 44 países, incluindo investigadores, profissionais, decisores políticos e representantes de organizações da sociedade civil para discutir os mais recentes avanços na ciência e aplicação da mudança comportamental a desafios globais de saúde, sustentabilidade e bem-estar.
A edição de 2026 decorreu entre os dias 16 e 19 de junho no Colégio Almada Negreiros, da Universidade NOVA de Lisboa, e contou também com participação online, permitindo a presença de uma comunidade internacional alargada. A conferência foi precedida por um dia dedicado a workshops especializados, sessões “Meet the Experts” e atividades de networking, criando oportunidades para a partilha de conhecimento e o estabelecimento de novas colaborações científicas.
Ao longo de dois dias e meio de programa científico, os participantes assistiram a apresentações orais, simpósios, sessões de posters e debates sobre a aplicação das ciências comportamentais em diferentes contextos. Segundo Marta Marques, professora auxiliar na ENSP NOVA e co-organizadora da conferência, o objetivo da mesma é promover a “partilha de conhecimento e a criação de colaborações para um mundo mais saudável e sustentável, reunindo diferentes setores e disciplinas em torno de soluções baseadas na evidência”.
Entre os momentos mais aguardados estiveram as sessões plenárias, que contaram com intervenções de especialistas nacionais e internacionais de referência. Os keynote speakers incluíram o Marijn de Bruin, da Radboud University Medical Center, Joana Gonçalves de Sá, Investigadora Principal do LIP – Laboratory of Instrumentation and Experimental Particles Physics e Esther Papies, da Radboud University, reconhecidos pelo seu trabalho nas áreas da medicina comportamental, aprendizagem automática e psicologia da saúde.
Numa mensagem dirigida à comunidade da conferência, Cristina Godinho, professora auxiliar na ENSP NOVA e co-organizadora da conferência, destacou o ambiente colaborativo que caracterizou o encontro, sublinhando a importância de “networking com uma comunidade global diversificada de investigadores, profissionais e especialistas de diferentes setores”. A mesma destacou ainda que o programa foi concebido para proporcionar “keynotes inspiradoras, sessões interativas e oportunidades de colaboração, reforçando o papel crescente das ciências comportamentais na resposta a desafios complexos da sociedade contemporânea”.
“A realização da Behaviour Change Conference 2026 em Lisboa reforçou o posicionamento de Portugal e da ENSP NOVA como palco de eventos científicos internacionais de elevada relevância e constituiu uma oportunidade para dar visibilidade ao trabalho desenvolvido por investigadores e instituições nacionais na área das ciências comportamentais”, afirmou Sónia Dias, diretora e professora catedrática da ENSP NOVA.
Na conferência foi ainda anunciado que nos dias 9 e 10 de março de 2027, irá realizar-se, em formato online, o evento “Conversations about Behaviour Change”, organizado conjuntamente pelo Centre for Behaviour Change da UCL e pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa. O encontro promoverá a partilha de conhecimento e o debate sobre os mais recentes avanços na ciência da mudança comportamental. A chamada para submissão de resumos e propostas de sessões abrirá no final de setembro de 2026. Mais informações serão divulgadas em breve.
Com a aproximação do período de candidaturas ao ensino superior, a Universidade NOVA de Lisboa prepara-se para receber a primeira geração de estudantes da Licenciatura em Global Public Health, um programa pioneiro em Portugal, com início previsto para setembro de 2026.
Liderada pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA), em estreita colaboração com a NOVA Medical School, o Instituto de Higiene e Medicina Tropical da NOVA e a Aga Khan University, a nova licenciatura conta também com contributos das várias unidades orgânicas da Universidade NOVA de Lisboa, reforçando o seu carácter interdisciplinar, internacional e orientado para os desafios do futuro.
Mais do que uma nova oferta formativa, a Licenciatura em Global Public Health afirma-se como uma plataforma viva de aprendizagem, pensada para formar jovens capazes de integrar saúde, tecnologia, sustentabilidade, inovação, comunicação e liderança. O objetivo é preparar estudantes para atuar em contextos complexos e multiculturais, contribuindo para melhorar a saúde e o bem-estar das populações, reforçar a resiliência dos sistemas de saúde e promover sociedades mais saudáveis, sustentáveis e equitativas.
A primeira edição terá vagas limitadas e será marcada por uma experiência particularmente diferenciadora: os estudantes fundadores terão a oportunidade de integrar uma comunidade académica internacional desde o primeiro dia, participar em projetos-piloto, contactar com instituições parceiras e contribuir para moldar as futuras edições do programa.
A licenciatura aposta em modelos pedagógicos ativos, com estudos de caso nacionais e internacionais, aprendizagem baseada em problemas, simulações, participação em projetos reais, mentoria individual e orientação profissional personalizada. O curso está acreditado pela A3ES e o currículo pela Association of Schools of Public Health in the European Region (APHEA), garantindo padrões de qualidade reconhecidos nacional e internacionalmente.
O plano formativo inclui temas emergentes como saúde digital, ciência de dados, inteligência artificial aplicada à saúde pública, sistemas sustentáveis, saúde global, políticas baseadas em evidência, comunicação estratégica, governação, ética e ação global. Desde o primeiro ano, os estudantes terão contacto com experiências multiculturais, cenários internacionais de intervenção, programas de mobilidade e uma rede alargada de mentores, docentes e especialistas.
Para Sónia Dias, diretora da ENSP NOVA, “esta licenciatura forma os profissionais que o mundo precisa: líderes capazes de integrar saúde, tecnologia, sustentabilidade e ação global. A primeira edição vai definir o futuro da saúde pública internacional e queremos que os estudantes façam parte dessa construção. Será o início de um percurso sem fronteiras, com impacto real em comunidades em todo o mundo.”
A formação foi desenhada para estudantes que procuram uma carreira com propósito, impacto e reconhecimento internacional. Os futuros licenciados poderão vir a atuar em áreas tão diversas como saúde pública, ambiente, impacto social, políticas públicas, análise de dados, consultoria, inovação, sustentabilidade, comunicação em saúde, gestão de informação em situações de risco, investigação e cooperação internacional.
As oportunidades profissionais poderão passar por instituições de saúde e ambiente, organismos públicos, autarquias, organizações internacionais, fundações globais, agências multilaterais, empresas tecnológicas, centros de inovação, startups, centros de investigação, universidades, think tanks e organizações da sociedade civil. Num mundo cada vez mais interligado, a saúde pública global abre percursos profissionais tão diversos quanto os desafios que procura resolver.
A Licenciatura em Global Public Health representa, assim, uma nova porta de entrada para estudantes que querem trabalhar na interseção entre saúde, ciência, tecnologia, sustentabilidade, políticas públicas e cooperação internacional e fazer parte da primeira geração formada em Portugal nesta área.
Mais informações: https://www.ensp.unl.pt/curso/licenciatura-em-global-public-health/
A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) recebeu, no passado dia 19 de maio, uma delegação da School of Public Health da University of Alabama at Birmingham (UAB), no âmbito de uma visita de estudo dedicada à partilha de conhecimento, ao intercâmbio de perspetivas e ao reforço do diálogo académico na área da saúde pública.
A iniciativa decorreu na Reitoria da Universidade NOVA de Lisboa e reuniu docentes da ENSP NOVA e estudantes da UAB num programa centrado em temas estratégicos para a saúde pública, proporcionando um espaço de aprendizagem e reflexão em torno dos desafios atuais e futuros do setor.
A sessão teve início com as boas-vindas de Patrícia Marques, docente da ENSP NOVA, seguindo-se uma apresentação conduzida por Carla Martins sobre a área da saúde ambiental e das alterações climáticas. Neste âmbito, foi dado a conhecer o Mestrado em Saúde Ambiental e Alterações Climáticas da ENSP NOVA, destacando a aposta da Escola na formação avançada em áreas emergentes e de crescente relevância para a saúde pública.
O programa prosseguiu com uma sessão dinamizada por Gonçalo Augusto, também docente da ENSP NOVA, dedicada às raízes da saúde pública e aos desafios da melhoria da saúde das populações. A iniciativa privilegiou o diálogo com os estudantes presentes, promovendo uma discussão aberta e participada em torno da evolução da saúde pública e da resposta aos desafios contemporâneos.
A visita terminou com uma sessão de discussão e encerramento que contou com a participação de Lisa McCormick, Senior Associate Dean for Academics and Practice da School of Public Health da University of Alabama at Birmingham, juntamente com Carla Martins, Gonçalo Augusto e Patrícia Marques, proporcionando um momento de troca de perspetivas entre docentes e estudantes das duas instituições.
Esta visita de estudo proporcionou um espaço de contacto entre diferentes realidades académicas e abordagens à saúde pública, favorecendo a partilha de experiências e a reflexão conjunta sobre temas de relevância global. Ao promover iniciativas deste tipo, a ENSP NOVA reforça a sua ligação a instituições internacionais e cria oportunidades de interação académica que enriquecem a experiência formativa e contribuem para uma visão mais abrangente dos desafios que hoje se colocam à saúde pública.