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A partir de 28 de fevereiro, o projeto “Comer Bem, Ajuda a Crescer” entra numa nova fase, com o arranque do segundo ciclo de atividades, reforçando o compromisso de promover escolhas alimentares mais saudáveis junto da comunidade. Depois de ter envolvido cerca de 600 participantes na primeira fase, a iniciativa alarga agora o seu impacto, com a ambição de chegar a um número ainda maior de crianças e famílias.
A iniciativa integra o programa global da Novo Nordisk, “Cities for Better Health”, que junta mais de 50 cidades em todo o mundo, e tem um propósito claro: promover a literacia alimentar e capacitar crianças e famílias para fazerem escolhas alimentares mais saudáveis no dia a dia, mostrando-lhes que uma refeição saudável não é necessariamente mais difícil de confecionar, nem é mais cara. Ao mesmo tempo, visa mitigar barreiras identificadas ao nível da atratividade e acesso a alimentos frescos e saudáveis, através de uma abordagem prática, focada nas necessidades da comunidade onde está a ser implementado.
O projeto assenta numa estratégia de intervenção integrada, desenvolvida em duas linhas complementares: as escolas e as famílias. Em contexto escolar, materializa-se através de uma edição especial do programa “Heróis da Fruta”, exclusiva para as escolas da freguesia da Ajuda, promovido pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil, que utiliza metodologias lúdico-pedagógicas para incentivar o consumo diário de frutas e hortícolas junto de crianças entre os 3 e os 11 anos de idade. O impacto da intervenção é avaliado por investigadores do Instituto de Saúde Ambiental (ISAMB) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL).
Em contexto familiar, todos os fins de semana, até ao próximo mês de junho, o Mercado da Ajuda acolhe ciclos de 4 workshops e 2 visitas acompanhadas na loja do Pingo Doce da Boa-Hora, onde nutricionistas e estudantes da Faculdade de Ciências Médicas | NOVA Medical School apoiam as famílias na interpretação de rótulos, na escolha de produtos sazonais e na adoção de práticas alimentares informadas. A intervenção é avaliada pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa.
O objetivo é envolver famílias com crianças dos 6 aos 12 anos e capacitar todo o agregado familiar, mostrando que alimentos simples, acessíveis e nutricionalmente relevantes podem ser facilmente adotados nas refeições do dia a dia, através de preparações saborosas e equilibradas.
O projeto “Comer Bem, Ajuda a Crescer” resulta de uma parceria entre a Novo Nordisk Portugal, a NOVA Medical School, a APCOI – Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil e a ENSP NOVA – Escola Nacional de Saúde Pública que, em conjunto com a Junta de Freguesia da Ajuda, unem esforços para assegurar o rigor científico, a relevância comunitária e a eficácia do modelo de intervenção.
Mais informação e inscrições nos workshops: www.ajudaacrescer.pt.
Licenciatura internacional e interdisciplinar reforça compromisso da Universidade NOVA de Lisboa com a inovação e a cooperação global. O novo programa, liderado pela ENSP NOVA, em associação com a Nova Medical School, o IHMT NOVA e a Aga Khan University, terá início em setembro de 2026.
Lisboa, 19 de fevereiro de 2026 – A Universidade NOVA de Lisboa vai lançar, pela primeira vez em Portugal, a Licenciatura internacional em Saúde Pública Global, um programa pioneiro que prepara uma nova geração de profissionais capazes de responder, de forma inovadora e colaborativa, aos desafios da saúde pública num mundo em rápida transformação.
Com início previsto para setembro de 2026, esta licenciatura em Global Public Health representa mais um marco na estratégia de inovação da NOVA e da ENSP NOVA, reforçando o nosso compromisso com uma oferta de ensino alinhada com os grandes temas do futuro: a saúde, a sustentabilidade, a digitalização e a cooperação global.
O programa é liderado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP NOVA), em associação com a Nova Medical School (NMS), o Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT NOVA) e a Aga Khan University (AKU), integrando ainda outros parceiros académicos e estratégicos europeus e globais.
“Esta licenciatura nasce com a ambição de formar uma nova geração de profissionais capazes de pensar e agir globalmente, com base no conhecimento científico, na inovação e na transformação social. É um passo decisivo para reforçar o papel de Portugal e da NOVA no mapa internacional da saúde pública e para preparar respostas que contribuam para sociedades mais saudáveis, equitativas e resilientes, bem como para a sustentabilidade dos sistemas de saúde”, destaca Sónia Dias, diretora da ENSP NOVA.

Com uma duração de seis semestres (180 ECTS), o curso está acreditado pela A3ES e pela Association of Schools of Public Heath in the European Region (APHEA), garantindo padrões internacionais de qualidade e excelência académica.
O plano curricular combina formação teórica e prática, incluindo estágios, projetos, estudos de caso e seminários que aproximam os alunos dos desafios reais da saúde pública. A licenciatura aposta ainda em mobilidade académica, redes de cooperação internacional e oportunidades de estágio junto de instituições parceiras de referência.
Os conteúdos abrangem políticas e sistemas de saúde, saúde digital e inteligência artificial, sustentabilidade, comunicação, governação e epidemiologia, promovendo uma aprendizagem aplicada e orientada para a resolução de problemas complexos e globais.

A Licenciatura em Global Public Health destina-se a quem ambiciona uma carreira com impacto nacional e internacional, em setores públicos e privados, empresas e start-ups, fundações e organizações da sociedade civil, universidades e centros de investigação, bem como em organismos internacionais e agências multilaterais de cooperação e desenvolvimento.
O curso forma profissionais capazes de desenvolver soluções inovadoras e baseadas em evidência científica, que promovam a saúde, a equidade e a sustentabilidade em contextos globais e locais.
Os diplomados estarão preparados para atuar em áreas como:

Consulte mais informações em: https://www.ensp.unl.pt/curso/licenciatura-em-global-public-health/
A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa participou na 2.ª Reunião Transnacional do projeto HERA – Helping Empower Women through Reskilling and Advancement, que decorreu em Nápoles, reunindo parceiros de vários países europeus para reforçar a coordenação e a implementação das atividades em curso.
Coordenado pela ENSP NOVA, o projeto HERA tem como objetivo capacitar mulheres com mais de 45 anos, através da requalificação profissional, promovendo a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho e contribuindo para a redução das desigualdades sociais e de género. Num contexto marcado por rápidas transformações digitais e pela transição sustentável, o projeto atua sobre determinantes sociais da saúde que condicionam o acesso ao emprego, à educação e à participação social.
Durante o encontro, que decorreu nos dias 17 e 18 de dezembro, os parceiros partilharam experiências e boas práticas relacionadas com a implementação dos HERA Labs em diferentes países, bem como estratégias de envolvimento de stakeholders e desenvolvimento de soluções adaptadas às realidades locais. Este momento de trabalho conjunto permitiu alinhar abordagens, antecipar desafios comuns e reforçar a dimensão colaborativa do consórcio.
Para Sónia Dias, diretora da ENSP NOVA e coordenadora do consórcio HERA, “o encontro em Nápoles foi um momento central para o projeto HERA, ao reunir os parceiros responsáveis pela implementação dos HERA Labs em vários países. A partilha de experiências permitiu identificar abordagens eficazes e antecipar desafios comuns, reforçando uma colaboração próxima e mobilizadora, da qual resultam soluções mais inclusivas e sustentáveis, alinhadas com as necessidades reais das mulheres que pretendemos apoiar”.
Além da diretora da ENSP NOVA, a investigadora Maria João Marques também esteve presente no encontro, que foi acompanhado por videoconferência por Carolina Santos e Sofia Madeira, docente e investigadora da ENSP NOVA, respetivamente.
O projeto HERA envolve um consórcio de 10 parceiros de 8 países, contando com o apoio da Comissão Europeia. Para além do impacto direto na requalificação e empregabilidade das mulheres, o projeto visa contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas mais inclusivas, baseadas em evidência e boas práticas, assegurando um impacto duradouro a nível europeu.