Economia da Saúde e Resultados em Saúde: candidaturas abertas!
Gestão Autárquica na Saúde: candidaturas abertas!
A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) marcou presença no Evento Anual das Unidades Locais de Saúde 2025, integrado no projeto IMPULSO, através da participação de Ana Rita Goes, docente da ENSP NOVA e responsável pela ACAD – Academia para a Capacitação das Associações de Doentes, num painel dedicado à reflexão estratégica sobre o futuro do Serviço Nacional de Saúde.
O painel de discussão, intitulado “Da Evidência à Prática – Estratégias Futuras para as ULS”, reuniu decisores nacionais e internacionais, gestores de saúde e representantes institucionais, num momento de debate centrado nas oportunidades transformadoras para melhorar a saúde e a equidade em Portugal nas próximas décadas.
Na sua intervenção, Ana Rita Goes sublinhou a importância de colocar as pessoas no centro do desenho e da implementação das políticas de saúde, defendendo uma abordagem mais participativa e inclusiva na organização dos cuidados. A docente destacou o trabalho desenvolvido pela ACAD, uma iniciativa que aposta na capacitação das associações de doentes, reforçando a sua literacia em saúde, a sua capacidade de participação informada e o seu envolvimento nos processos de decisão.
Segundo Ana Rita Goes, ouvir e envolver os doentes não é apenas uma questão de equidade, mas uma condição essencial para construir sistemas de saúde mais eficazes, sustentáveis e ajustados às necessidades reais das populações. A responsável salientou ainda que a integração da perspetiva dos cidadãos e dos doentes é determinante para o sucesso das Unidades Locais de Saúde, em particular num contexto de transformação organizacional e de crescente complexidade dos desafios em saúde.
O painel contou ainda com a participação do Diretor Executivo do SNS, da Diretora-Geral da Saúde, de dirigentes de várias Unidades Locais de Saúde, bem como de organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde e a Comissão Europeia, promovendo um debate plural sobre liderança, governação, inovação e envolvimento dos cidadãos.
A participação da ENSP NOVA neste evento reforça o seu papel ativo na reflexão estratégica sobre o futuro do sistema de saúde português, bem como o seu compromisso com a promoção de modelos de governação mais participados, centrados nas pessoas e sustentados pela evidência científica.
A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa marcou, este ano, a sua primeira presença na Futurália com uma licenciatura, levando até à maior feira de educação, formação e empregabilidade do país a nova Licenciatura em Global Public Health, que vai arrancar já em setembro.
Integrada no stand da Universidade NOVA de Lisboa, a participação da ENSP NOVA decorreu ao longo de quatro dias, entre 11 e 14 de março, num ambiente de grande proximidade com os visitantes, marcado pelo entusiasmo, pela curiosidade e por um forte interesse em conhecer melhor uma formação pioneira, alinhada com os grandes desafios globais da saúde.
Ao longo da feira, o espaço da ENSP NOVA destacou-se pela sua abordagem dinâmica e interativa. Para dar a conhecer o universo da saúde pública global de forma acessível e envolvente, a Escola apostou num stand com uma componente lúdica, centrada numa dinâmica inspirada nos jogos de tabuleiro, especialmente concebida para sensibilizar os participantes para a importância da saúde pública global e para o impacto que esta tem na vida das populações.
A iniciativa permitiu criar momentos de contacto direto e de descoberta, aproximando os estudantes do ensino secundário e respetivas famílias de temas que marcam o presente e o futuro da saúde, como a prevenção, os determinantes sociais, as desigualdades em saúde, as crises sanitárias, a literacia em saúde e a dimensão global dos grandes desafios contemporâneos.
A presença da ENSP NOVA foi assegurada maioritariamente por alunos da Escola, que desempenharam um papel central no acolhimento, partilha de informação e dinamização das atividades ao longo dos quatro dias. Este envolvimento contribuiu para um ambiente autêntico, próximo e mobilizador, permitindo aos visitantes contactar diretamente com estudantes que já vivem a experiência ENSP NOVA.
O stand recebeu também a visita da diretora da ENSP NOVA, Sónia Dias, do subdiretor para o Ensino, Rui Santana, e do administrador executivo, Pedro Rodrigues, num momento de acompanhamento da participação da Escola e de contacto com a dinâmica vivida no espaço.
O interesse gerado em torno da Licenciatura em Global Public Health superou as expectativas: mais de 1000 pessoas procuraram informação presencial sobre o curso. Estima-se que a feira tenha tido uma afluência de cerca de 60 mil pessoas.
A Futurália voltou a afirmar-se como um espaço privilegiado de contacto entre instituições de ensino, estudantes e famílias, mantendo o foco nas candidaturas ao ensino superior, no conhecimento do mercado de trabalho e no apoio aos alunos do 12.º ano em fase de decisão. Nesta edição, a feira deu ainda particular destaque à introdução da inteligência artificial no ensino, através do Tech_Edu, um evento paralelo dedicado à transição digital e ao encontro entre instituições de ensino e empresas tecnológicas.
Para a ENSP NOVA, esta estreia representa mais do que uma presença institucional: é também a afirmação de uma nova etapa na sua oferta formativa e uma oportunidade para dar a conhecer, junto de novos públicos, uma licenciatura que responde aos desafios emergentes da saúde à escala global.
Foram dias intensos, marcados pela energia dos estudantes, pelo interesse dos visitantes e por muitas conversas inspiradoras, uma experiência que reforça a motivação da ENSP NOVA para continuar a formar novas gerações preparadas para pensar e transformar a saúde pública em Portugal e no mundo.
Saiba mais sobre a nova Licenciatura: https://www.ensp.unl.pt/curso/licenciatura-em-global-public-health/
O artigo “Prescrição social em Portugal: uma chamada para mudar determinantes sociais e comportamentais da saúde, promover a saúde e reforçar a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde”, publicado no Portuguese Journal of Public Health (2025;43(4):294-299), foi distinguido como artigo em destaque da semana pelo Índex das Revistas Médicas Portuguesas (ÍndexRMP).
Da autoria de Sónia Dias, diretora da ENSP NOVA, e de Cristiano Figueiredo, Louíse Hoffmeister, Maria João Marques, Ana Rita Pedro, Margarida Canas, Vasco Ricoca Peixoto e Ana Gama, o artigo analisa a evolução da prescrição social a nível internacional e descreve o seu percurso de implementação em Portugal, destacando o potencial desta abordagem para promover a saúde da população, atuar sobre os determinantes sociais e comportamentais da saúde e contribuir para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde.
A prescrição social permite que profissionais de saúde encaminhem utentes para atividades, serviços e recursos comunitários, sejam sociais, culturais, desportivos ou de outra natureza, promovendo estilos de vida mais saudáveis, maior ligação social e respostas mais integradas e centradas nas necessidades das pessoas.
Em Portugal, a implementação da prescrição social teve início com a ENSP NOVA, em 2018, em Unidades de Saúde Familiar do Agrupamento de Centros de Saúde de Lisboa Central, atualmente integradas na Unidade Local de Saúde de São José, tendo-se progressivamente estendido a outras regiões do país, com o envolvimento de municípios e de organizações do setor social.
Neste percurso, a ENSP NOVA assumiu um papel pioneiro e mobilizador no desenvolvimento da prescrição social em Portugal, contribuindo para a afirmação desta abordagem no contexto nacional. A Escola tem vindo a liderar vários projetos, nomeadamente a assegurar apoio técnico-científico, monitorização e avaliação, fortalecendo a produção de evidência e a adaptação dos modelos internacionais à realidade portuguesa. Foi também fundadora da Rede Portuguesa de Prescrição Social, uma iniciativa que tem sido determinante para promover a partilha de conhecimento, a capacitação de profissionais e o reforço da colaboração entre saúde, setor social e comunidade.
O artigo sublinha ainda alguns dos principais desafios para a consolidação desta abordagem em Portugal, nomeadamente a necessidade de reforçar a sensibilização para a prescrição social, aprofundar a colaboração intersectorial e garantir a monitorização sistemática das iniciativas, assegurando a sua qualidade, impacto e sustentabilidade.
A distinção atribuída pelo ÍndexRMP reforça a relevância científica e a atualidade do tema. O Índex das Revistas Médicas Portuguesas, agora renovado, é a única base de dados que reúne, de forma exaustiva, os artigos publicados em mais de 200 revistas médicas portuguesas, há mais de 30 anos, distinguindo semanalmente trabalhos de especial qualidade e oportunidade junto de uma comunidade de mais de 11 mil utilizadores.
Este reconhecimento reforça o contributo da Escola para a produção de conhecimento e para o desenvolvimento de soluções inovadoras em saúde pública, confirmando o seu papel de referência numa área em que foi pioneira em Portugal.