Sete edições de sucesso. A próxima pode começar consigo!
Os dados têm respostas. Aprenda a fazer as perguntas certas.
Com um novelo de lã a passar de mão em mão, os primeiros estudantes da nova Licenciatura em Global Public Health começaram a descobrir o que os ligava uns aos outros: interesses, percursos, curiosidades e inquietações sobre o mundo. Foi assim, entre apresentações, perguntas e atividades de integração, que a Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) recebeu, no Campus da Reitoria da NOVA, em Campolide, a primeira turma da sua nova licenciatura – um momento simbólico na história da Escola e no futuro da formação em Saúde Pública em Portugal.
A sessão juntou estudantes, docentes e responsáveis da Escola num ambiente de acolhimento, descoberta e partilha. A diretora da ENSP NOVA, Sónia Dias, deu as boas-vindas aos novos alunos, sublinhando a importância de uma formação que prepara profissionais para pensar e atuar sobre os grandes desafios da Saúde Pública contemporânea.
Numa intervenção próxima e inspiradora, Sónia Dias destacou que a Saúde Pública é hoje cada vez mais global, contando com grandes desafios como as alterações climáticas, as migrações, a transformação dos sistemas de saúde, a inovação, a desinformação e a necessidade de respostas mais humanas, éticas e orientadas para a vida das pessoas.
“A Saúde Pública tem a capacidade de salvar vidas, muitas vidas ao mesmo tempo, e de contribuir para mais qualidade de vida, bem-estar e anos de vida com saúde”, sublinhou a diretora, reforçando a dimensão humana e transformadora desta área de conhecimento.
O acolhimento contou também com a participação de Alexandre Abrantes, professor jubilado da ENSP NOVA, que partilhou com os estudantes o seu percurso na Saúde Pública e deixou uma mensagem sobre a importância de estarem atentos às oportunidades. Num registo informal e próximo, recordou que os percursos académicos e profissionais raramente são lineares e que cada escolha pode abrir novos caminhos.
Durante a sessão, os novos estudantes tiveram ainda oportunidade de conhecer alguns dos docentes que os irão acompanhar neste percurso, incluindo Rui Santana, Paulo Sousa e Inês Fronteira, num primeiro contacto com a comunidade académica da ENSP NOVA.
O dia ficou também marcado por atividades de integração pensadas para aproximar os estudantes entre si e introduzir, de forma participativa, alguns temas centrais da Saúde Pública Global. Através de um bingo temático, cruzaram características pessoais com referências da Saúde Pública, como a Declaração de Alma-Ata ou doenças transmitidas por mosquitos.
Entre apresentações, perguntas e conversas informais, vários estudantes partilharam também as motivações que os levaram a escolher esta licenciatura, desde o interesse pelas ciências e pela saúde até à vontade de compreender melhor os fatores que influenciam a vida das populações. Para alguns, o contacto com o curso em iniciativas de divulgação, como a Futurália, foi decisivo para confirmar a escolha, com também muitos estudantes com ligações prévias às artes, dança ou música.
A nova Licenciatura em Global Public Health representa uma aposta estratégica da ENSP NOVA na formação de novas gerações de profissionais capazes de compreender a saúde para além da doença e do indivíduo, olhando para os determinantes sociais, ambientais, políticos, económicos e culturais que influenciam a saúde das populações.
Ao longo do curso, os estudantes serão desafiados a desenvolver competências para analisar problemas complexos, interpretar evidência, compreender sistemas de saúde, comunicar com diferentes públicos e contribuir para respostas mais eficazes, equitativas e sustentáveis.
O arranque desta licenciatura confirma também o compromisso da ENSP NOVA com a inovação no ensino em Saúde Pública e com a aproximação desta área a públicos mais jovens, nacionais e internacionais, reforçando o papel da Escola como espaço de formação, investigação, reflexão crítica e intervenção na sociedade.
O regresso às aulas é, para muitas famílias, tempo de preparar mochilas, lancheiras, garrafas, roupa, material escolar e produtos de uso diário. Mas, entre escolhas de preço, durabilidade e funcionalidade, há outro fator que também deve ser considerado: a segurança química.
Para ajudar pais, cuidadores e crianças a fazer escolhas mais informadas, a plataforma europeia NEMESIS for You, desenvolvida pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) no âmbito do projeto europeu NEMESIS, acaba de disponibilizar recomendações práticas para reduzir a exposição a químicos disruptores endócrinos, ou EDCs, em artigos associados ao regresso às aulas.
Os disruptores endócrinos são substâncias químicas com potencial para interferir com o sistema hormonal. Podem estar presentes em diferentes produtos do quotidiano e as crianças são particularmente vulneráveis, uma vez que o seu organismo se encontra ainda em desenvolvimento e os seus comportamentos aumentam o contacto com objetos escolares, pó e superfícies.
O novo guia explica que pequenas decisões e gestos simples do quotidiano podem ajudar a reduzir a exposição. Entre as principais recomendações estão reutilizar materiais em bom estado antes de comprar novos, privilegiar produtos duráveis e de qualidade, preferir lancheiras e garrafas em aço inoxidável ou vidro em vez de plástico, lavar roupa nova antes da primeira utilização e evitar produtos com cheiro químico intenso ou toque pegajoso.
O conteúdo chama também a atenção para alguns materiais específicos. Na roupa desportiva, impermeável ou repelente de manchas, recomenda-se procurar opções sem PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, por persistirem no ambiente e poderem interferir com o sistema hormonal. Já nos materiais de artes e ofícios, como colas, tintas, canetas, plasticinas e massas de modelar, a recomendação é escolher produtos adequados a crianças, preferencialmente à base de água, sem solventes agressivos e com rótulos claros e informativos.
O guia recorda ainda que, na União Europeia, os cidadãos têm o direito de pedir informação aos fabricantes sobre a presença de substâncias de elevada preocupação em determinados produtos. A aplicação gratuita Scan4Chem pode ajudar nesse processo, permitindo pesquisar produtos e contactar fabricantes para obter mais informação sobre a sua composição.
Este novo conteúdo integra a missão da plataforma NEMESIS for You de tornar a informação sobre disruptores endócrinos mais clara, útil e aplicável às escolhas do dia a dia. O objetivo é apoiar decisões simples e informadas que possam contribuir para proteger a saúde, em especial a das crianças.
O conteúdo foi desenvolvido a partir de um guia prático da organização portuguesa ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável e do projeto europeu LIFE ChemBee.
O NEMESIS é um projeto financiado pela Comissão Europeia que reúne 13 parceiros de oito países, combinando conhecimento em toxicologia, medicina, biologia, saúde ambiental e saúde pública para compreender melhor como os disruptores endócrinos podem influenciar o metabolismo e a saúde humana.
Conheça as recomendações para um regresso às aulas com escolhas mais seguras na plataforma NEMESIS for You:
https://nemesisforyou.eu/pt/
A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) recebeu uma delegação do Ministério da Saúde e Bem-Estar da República da Coreia e do Korea Institute for Health and Social Affairs (KIHASA), num encontro dedicado à partilha de conhecimento e à discussão da experiência portuguesa na organização dos cuidados de saúde.
A visita decorreu em Lisboa, nos dias 1 e 2 de setembro, e proporcionou um momento de diálogo sobre a evolução do sistema de saúde português e sobre as transformações que têm marcado a organização dos cuidados, com destaque para a experiência das Unidades Locais de Saúde (ULS).
Durante o seminário promovido pela ENSP NOVA, que contou com Alexandre Lourenço e Joana Seringa, foram partilhadas perspetivas sobre a evolução do sistema de saúde português, a implementação das ULS e os desafios associados à reorganização dos cuidados. A sessão permitiu ainda abordar a transformação dos cuidados de saúde primários e diferentes dimensões relacionadas com a governação e o funcionamento dos sistemas de saúde.
A partilha de experiências constituiu uma oportunidade para dar a conhecer o trabalho desenvolvido em Portugal e o conhecimento produzido na ENSP NOVA nesta área, promovendo a reflexão conjunta sobre os desafios atuais dos sistemas de saúde e sobre diferentes abordagens à organização e integração dos cuidados.
A visita enquadrou-se num estudo comparativo desenvolvido pelo Ministério da Saúde e Bem-Estar da República da Coreia e pelo KIHASA, dedicado à análise de diferentes experiências internacionais de organização e governação dos cuidados de saúde regionais e ao contributo das tecnologias digitais para a acessibilidade e eficiência dos cuidados.
A delegação foi liderada por Hyungwoo Ko, Diretor-Geral da Divisão de Cuidados de Saúde Essenciais do Ministério da Saúde e Bem-Estar da República da Coreia, e integrou investigadores e responsáveis do KIHASA.
A participação da ENSP NOVA neste encontro reforça o seu papel enquanto espaço de produção, partilha e transferência de conhecimento na área da saúde pública, promovendo o diálogo com instituições internacionais e a reflexão conjunta sobre os desafios que se colocam aos sistemas de saúde.
A cooperação e o intercâmbio de conhecimento com instituições internacionais constituem uma dimensão relevante da missão da ENSP NOVA, contribuindo para valorizar o conhecimento produzido na Escola e para fomentar uma visão alargada sobre diferentes experiências e respostas na área da saúde.