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A ENSP NOVA mantém dois investigadores na lista World’s Top 2% Scientists em 2026, com Susana Viegas e Christopher Millett a reforçarem a sua posição face à edição anterior. Os resultados, publicados a 7 de outubro, refletem o crescente impacto e reconhecimento internacional da investigação desenvolvida na Escola.
Na edição de 2026, Susana Viegas surge nas áreas de Biomedical Research, Toxicology e Environmental Sciences, enquanto Christopher Millett está representado em Clinical Medicine, Public Health e General & Internal Medicine.
A evolução dos dois investigadores acompanha o aumento das citações registadas na Scopus e da produção científica indexada, reforçando a projeção internacional da investigação desenvolvida na ENSP NOVA em áreas relevantes para a Saúde Pública.
Susana Viegas integra esta lista desde 2021, enquanto Christopher Millett entrou pela primeira vez na edição de 2025. A manutenção de ambos em 2026, com posições reforçadas, dá continuidade ao reconhecimento alcançado pela Escola no ano anterior.
A base de dados científica, associada à Stanford University e publicada no repositório da Elsevier, reúne informação normalizada sobre o impacto de investigadores a nível mundial. A edição de 2026 utiliza dados da Scopus atualizados até ao final de 2025 e considera indicadores como citações, impacto ajustado à coautoria e posição dos autores nas publicações. A seleção identifica os investigadores que se encontram entre os 100 mil com maior c-score ou no percentil dos 2% mais elevados da respetiva subárea científica.
A presença continuada de investigadores da ENSP NOVA nesta base internacional traduz a visibilidade, relevância e impacto crescente da produção científica da Escola, reforçando a sua capacidade para produzir conhecimento com projeção nacional e internacional.
Sobre o World’s Top 2% Scientists
Atualizada anualmente, a base de dados disponibiliza indicadores relativos ao impacto científico ao longo da carreira e ao impacto no ano mais recente. A edição de 2026 classifica os investigadores em 20 grandes áreas científicas e 174 subáreas, permitindo contextualizar o impacto das citações nas diferentes disciplinas.
Nos termos do disposto no artigo 5.º do Regulamento para a Eleição e Cooptação dos Membros da Assembleia Estatutária da Universidade NOVA de Lisboa, foram convocadas eleições para os Representantes dos Docentes e Investigadores, dos Estudantes e do Pessoal Técnico, Especialista e de Gestão para a Assembleia Estatutária da Universidade NOVA de Lisboa.
A Assembleia Estatutária terá como única missão proceder à adaptação dos Estatutos da Universidade NOVA de Lisboa ao novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior.


Reitoria
Trabalhadores não Docentes e não Investidadores
SASNOVA
Trabalhadores não Docentes e não Investigadores (Reitoria)
Trabalhadores não Docentes e não Investigadores (NOVA FCT)
Escola Nacional de Saúde Pública
Docentes e Investigadores
Trabalhadores não Docentes e não Investigadores
Estudantes
Faculdade de Ciências Médicas
Docentes e Investigadores
Trabalhadores não Docentes e não Investigadores
Estudantes
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Docentes e Investigadores
Trabalhadores não Docentes e não Investigadores
Estudantes
Faculdade de Ciências e Tecnologia
Docentes e Investigadores
Trabalhadores não Docentes e não Investigadores
Estudantes
Faculdade de Direito
Docentes e Investigadores
Trabalhadores não Docentes e não Investigadores
Estudantes
Faculdade de Economia
Docentes e Investigadores
Trabalhadores não Docentes e não Investigadores
Estudantes
Instituto de Higiene e Medicina Tropical
Docentes e Investigadores
Trabalhadores não Docentes e não Investigadores
Estudantes
Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier
Docentes e Investigadores
Trabalhadores não Docentes e não Investigadores
Estudantes (2.º Ciclo)
Estudantes (3.º Ciclo)
Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação
Docentes
Investigadores
Trabalhadores não Docentes e não Investigadores
Estudantes (Licenciatura)
Estudante (2.º Ciclo)
Estudante (3.º Ciclo)
Estudantes (Pós-Graduação)
João Pedro Vieira, aluno do Mestrado em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) e investigador na Escola, é o vencedor da Bolsa Pedro Pita Barros 2026, atribuída pela Associação Portuguesa de Economia da Saúde (APES).
O projeto vencedor, intitulado “Polimedicação, desigualdades socioeconómicas e fragmentação dos cuidados de saúde: Portugal na perspetiva europeia – Análise das vagas 6, 7 e 9 do SHARE e de indicadores da OCDE”, procura produzir evidência com aplicação direta à realidade portuguesa.
A investigação irá analisar a polimedicação (definida no estudo como a utilização de cinco ou mais medicamentos diferentes por dia) em adultos residentes em Portugal entre os 50 e os 89 anos, procurando compreender de que forma fatores socioeconómicos como escolaridade, dificuldades económicas, viver sozinho ou dispor de seguro de saúde suplementar se relacionam com este fenómeno.
Com base em dados do SHARE – Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe, o projeto permitirá analisar a evolução da polimedicação em Portugal em 2015, 2017 e 2022 e estudar se as desigualdades associadas se mantiveram, aumentaram ou diminuíram ao longo desse período. Incluirá ainda uma componente comparativa europeia, procurando perceber de que forma características dos sistemas de saúde, como a continuidade dos cuidados e os mecanismos de referenciação para cuidados especializados, podem estar associadas à polimedicação.
O tema assume particular relevância num país marcado pelo envelhecimento demográfico, pela multimorbilidade e por níveis elevados de utilização de medicamentos. O projeto destaca ainda o peso dos pagamentos diretos das famílias portuguesas em saúde e procura perceber de que forma a organização dos cuidados pode contribuir para proteger as populações mais vulneráveis de uma utilização excessiva ou desarticulada de medicamentos.
“Quer no plano profissional, como médico de Saúde Pública, quer no académico, como investigador, tenho procurado desenvolver projetos que tenham reflexo na saúde da população, neste caso através da avaliação do impacto das desigualdades socioeconómicas nos resultados em saúde. Felizmente, encontrei na ENSP NOVA condições e pessoas capazes de me orientarem neste percurso e o passo seguinte é procurarmos contribuir para desenhar políticas públicas mais eficazes, que sejam verdadeiras soluções e respostas às necessidades de saúde da população”, afirma João Pedro Vieira. “Esta Bolsa é o reconhecimento do mérito deste projeto e um incentivo para continuarmos este caminho, ao serviço do bem comum e da causa pública”, acrescenta.
O projeto conta ainda com a participação de Maria Rita Paiva Pessoa, investigadora da ENSP NOVA, e de Julian Perelman, professor da ENSP NOVA, responsável pela coordenação e supervisão científica e metodológica do trabalho.
Os resultados poderão contribuir para identificar grupos sujeitos a maior carga terapêutica e económica e apoiar o desenvolvimento de políticas nas áreas da utilização de medicamentos, equidade, proteção financeira e articulação entre níveis de cuidados.
A Bolsa Pedro Pita Barros, promovida pela APES com o apoio institucional da Associação Nacional das Farmácias, pretende apoiar investigadores em início de carreira e incentivar investigação de elevada qualidade e relevância para a Economia da Saúde em Portugal.