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Um grupo de médicos internos de Saúde Pública que integram a turma do Curso de Especialização em Saúde Pública (CESP) 2026, acompanhados por Paulo Sousa, docente da ENSP NOVA e subdiretor para o Ensino, participaram num encontro dedicado aos desafios atuais e futuros da Saúde Pública, no âmbito do Pacto Estratégico para a Saúde.
O encontro decorreu no Palácio da Cidadela, em Cascais, onde o grupo foi recebido por Adalberto Campos Fernandes, coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde, iniciativa promovida pelo Presidente da República com o objetivo de contribuir para uma reflexão alargada sobre prioridades e respostas para o futuro da saúde em Portugal.
A sessão constituiu uma oportunidade para discutir o contributo da Saúde Pública para alguns dos principais desafios que hoje se colocam ao sistema de saúde e à sociedade, num contexto marcado pelo envelhecimento da população, aumento das doenças crónicas e multimorbilidade, persistência de desigualdades em saúde, novos desafios de saúde mental e necessidade de reforçar a prevenção, a promoção da saúde e a sustentabilidade do sistema.
Num Pacto que procura mobilizar diferentes perspetivas e áreas de intervenção, a participação dos médicos internos permitiu também trazer para a discussão o olhar de uma nova geração de profissionais de Saúde Pública, particularmente relevante num momento em que se exige uma maior capacidade de antecipar riscos, atuar sobre os determinantes da saúde e aproximar conhecimento, políticas públicas e intervenção no terreno.
Paulo Sousa, docente da ENSP NOVA, destaca:
A participação neste encontro enquadra-se também na missão da ENSP NOVA de aproximar formação, conhecimento científico e decisão, criando oportunidades para que os seus estudantes e profissionais em formação contactem com processos de reflexão e construção de políticas públicas.
A ENSP NOVA mantém dois investigadores na lista World’s Top 2% Scientists em 2026, com Susana Viegas e Christopher Millett a reforçarem a sua posição face à edição anterior. Os resultados, publicados a 7 de outubro, refletem o crescente impacto e reconhecimento internacional da investigação desenvolvida na Escola.
Na edição de 2026, Susana Viegas surge nas áreas de Biomedical Research, Toxicology e Environmental Sciences, enquanto Christopher Millett está representado em Clinical Medicine, Public Health e General & Internal Medicine.
A evolução dos dois investigadores acompanha o aumento das citações registadas na Scopus e da produção científica indexada, reforçando a projeção internacional da investigação desenvolvida na ENSP NOVA em áreas relevantes para a Saúde Pública.
Susana Viegas integra esta lista desde 2021, enquanto Christopher Millett entrou pela primeira vez na edição de 2025. A manutenção de ambos em 2026, com posições reforçadas, dá continuidade ao reconhecimento alcançado pela Escola no ano anterior.
A base de dados científica, associada à Stanford University e publicada no repositório da Elsevier, reúne informação normalizada sobre o impacto de investigadores a nível mundial. A edição de 2026 utiliza dados da Scopus atualizados até ao final de 2025 e considera indicadores como citações, impacto ajustado à coautoria e posição dos autores nas publicações. A seleção identifica os investigadores que se encontram entre os 100 mil com maior c-score ou no percentil dos 2% mais elevados da respetiva subárea científica.
A presença continuada de investigadores da ENSP NOVA nesta base internacional traduz a visibilidade, relevância e impacto crescente da produção científica da Escola, reforçando a sua capacidade para produzir conhecimento com projeção nacional e internacional.
Sobre o World’s Top 2% Scientists
Atualizada anualmente, a base de dados disponibiliza indicadores relativos ao impacto científico ao longo da carreira e ao impacto no ano mais recente. A edição de 2026 classifica os investigadores em 20 grandes áreas científicas e 174 subáreas, permitindo contextualizar o impacto das citações nas diferentes disciplinas.