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Os dados têm respostas. Aprenda a fazer as perguntas certas.
O regresso às aulas é, para muitas famílias, tempo de preparar mochilas, lancheiras, garrafas, roupa, material escolar e produtos de uso diário. Mas, entre escolhas de preço, durabilidade e funcionalidade, há outro fator que também deve ser considerado: a segurança química.
Para ajudar pais, cuidadores e crianças a fazer escolhas mais informadas, a plataforma europeia NEMESIS for You, desenvolvida pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) no âmbito do projeto europeu NEMESIS, acaba de disponibilizar recomendações práticas para reduzir a exposição a químicos disruptores endócrinos, ou EDCs, em artigos associados ao regresso às aulas.
Os disruptores endócrinos são substâncias químicas com potencial para interferir com o sistema hormonal. Podem estar presentes em diferentes produtos do quotidiano e as crianças são particularmente vulneráveis, uma vez que o seu organismo se encontra ainda em desenvolvimento e os seus comportamentos aumentam o contacto com objetos escolares, pó e superfícies.
O novo guia explica que pequenas decisões e gestos simples do quotidiano podem ajudar a reduzir a exposição. Entre as principais recomendações estão reutilizar materiais em bom estado antes de comprar novos, privilegiar produtos duráveis e de qualidade, preferir lancheiras e garrafas em aço inoxidável ou vidro em vez de plástico, lavar roupa nova antes da primeira utilização e evitar produtos com cheiro químico intenso ou toque pegajoso.
O conteúdo chama também a atenção para alguns materiais específicos. Na roupa desportiva, impermeável ou repelente de manchas, recomenda-se procurar opções sem PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, por persistirem no ambiente e poderem interferir com o sistema hormonal. Já nos materiais de artes e ofícios, como colas, tintas, canetas, plasticinas e massas de modelar, a recomendação é escolher produtos adequados a crianças, preferencialmente à base de água, sem solventes agressivos e com rótulos claros e informativos.
O guia recorda ainda que, na União Europeia, os cidadãos têm o direito de pedir informação aos fabricantes sobre a presença de substâncias de elevada preocupação em determinados produtos. A aplicação gratuita Scan4Chem pode ajudar nesse processo, permitindo pesquisar produtos e contactar fabricantes para obter mais informação sobre a sua composição.
Este novo conteúdo integra a missão da plataforma NEMESIS for You de tornar a informação sobre disruptores endócrinos mais clara, útil e aplicável às escolhas do dia a dia. O objetivo é apoiar decisões simples e informadas que possam contribuir para proteger a saúde, em especial a das crianças.
O conteúdo foi desenvolvido a partir de um guia prático da organização portuguesa ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável e do projeto europeu LIFE ChemBee.
O NEMESIS é um projeto financiado pela Comissão Europeia que reúne 13 parceiros de oito países, combinando conhecimento em toxicologia, medicina, biologia, saúde ambiental e saúde pública para compreender melhor como os disruptores endócrinos podem influenciar o metabolismo e a saúde humana.
Conheça as recomendações para um regresso às aulas com escolhas mais seguras na plataforma NEMESIS for You:
https://nemesisforyou.eu/pt/
A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) recebeu uma delegação do Ministério da Saúde e Bem-Estar da República da Coreia e do Korea Institute for Health and Social Affairs (KIHASA), num encontro dedicado à partilha de conhecimento e à discussão da experiência portuguesa na organização dos cuidados de saúde.
A visita decorreu em Lisboa, nos dias 1 e 2 de setembro, e proporcionou um momento de diálogo sobre a evolução do sistema de saúde português e sobre as transformações que têm marcado a organização dos cuidados, com destaque para a experiência das Unidades Locais de Saúde (ULS).
Durante o seminário promovido pela ENSP NOVA, que contou com Alexandre Lourenço e Joana Seringa, foram partilhadas perspetivas sobre a evolução do sistema de saúde português, a implementação das ULS e os desafios associados à reorganização dos cuidados. A sessão permitiu ainda abordar a transformação dos cuidados de saúde primários e diferentes dimensões relacionadas com a governação e o funcionamento dos sistemas de saúde.
A partilha de experiências constituiu uma oportunidade para dar a conhecer o trabalho desenvolvido em Portugal e o conhecimento produzido na ENSP NOVA nesta área, promovendo a reflexão conjunta sobre os desafios atuais dos sistemas de saúde e sobre diferentes abordagens à organização e integração dos cuidados.
A visita enquadrou-se num estudo comparativo desenvolvido pelo Ministério da Saúde e Bem-Estar da República da Coreia e pelo KIHASA, dedicado à análise de diferentes experiências internacionais de organização e governação dos cuidados de saúde regionais e ao contributo das tecnologias digitais para a acessibilidade e eficiência dos cuidados.
A delegação foi liderada por Hyungwoo Ko, Diretor-Geral da Divisão de Cuidados de Saúde Essenciais do Ministério da Saúde e Bem-Estar da República da Coreia, e integrou investigadores e responsáveis do KIHASA.
A participação da ENSP NOVA neste encontro reforça o seu papel enquanto espaço de produção, partilha e transferência de conhecimento na área da saúde pública, promovendo o diálogo com instituições internacionais e a reflexão conjunta sobre os desafios que se colocam aos sistemas de saúde.
A cooperação e o intercâmbio de conhecimento com instituições internacionais constituem uma dimensão relevante da missão da ENSP NOVA, contribuindo para valorizar o conhecimento produzido na Escola e para fomentar uma visão alargada sobre diferentes experiências e respostas na área da saúde.
Consulte o projeto de alteração ao Regulamento dos Serviços da ENSP NOVA, aqui.
Os contributos e sugestões devem ser remetidos por escrito, no prazo de trinta dias úteis após a publicação, para o endereço de correio eletrónico: sec-dir@ensp.unl.pt