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Maurício Alves, antigo aluno do Curso de Especialização em Administração Hospitalar (CEAH) da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA), foi distinguido com o Prémio Eduardo Sá Ferreira 2025 no âmbito do seu projeto de final de curso, um reconhecimento que destaca a qualidade e relevância do seu trabalho na área da gestão em saúde.
O prémio foi atribuído ao artigo desenvolvido no âmbito do CEAH, centrado na análise da integração de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) como suporte à tomada de decisão por gestores e administradores hospitalares.
Para Maurício Alves, esta distinção representa “um sinal da importância de estarmos atentos à forma como o futuro acontece”, sublinhando que, num setor tão exigente como a saúde, “o rigor científico e a inovação devem reforçar o propósito e o impacto do gestor e do administrador hospitalar, criando valor real para as organizações e para as pessoas”.
O trabalho agora distinguido resulta de um estudo qualitativo, descritivo e exploratório, baseado em entrevistas a gestores e administradores hospitalares, e analisa a forma como estes percecionam a utilização da IA no processo de decisão. Os resultados evidenciam que a tomada de decisão é, muitas vezes, fragmentada e manual, com forte dependência de ferramentas tradicionais e acesso limitado a dados.
O estudo demonstra ainda que o impacto efetivo da IA depende de variáveis críticas, como a existência de uma infraestrutura tecnológica robusta, formação adequada e uma governação ética sólida, reforçando que estas ferramentas devem apoiar, e não substituir, o julgamento humano e a empatia na gestão.
“A capacitação dos gestores para compreenderem, avaliarem e aplicarem criticamente ferramentas digitais é determinante para transformar dados em informação útil e dar confiança à decisão”, salienta Maurício Alves, acrescentando que este é um passo essencial para preparar líderes capazes de conduzir a transformação digital de forma segura, ética e centrada nas pessoas. “No CEAH, tive a oportunidade de transformar uma inquietação prática em investigação, ouvindo a experiência do terreno e sistematizando, com método, o que hoje limita – e o que pode acelerar – a tomada de decisão em contexto hospitalar”, destacou.
Desenvolvido no contexto do CEAH, o projeto permitiu transformar uma inquietação prática em investigação aplicada, aproximando teoria e realidade organizacional, num percurso em que o aluno destaca o acompanhamento e apoio de Teresa Magalhães e Joana Seringa, da ENSP NOVA, bem como de Tatiana Silvestre.
A ENSP NOVA congratula-se com esta distinção, que reforça o papel do CEAH na produção de conhecimento relevante para a gestão e administração em saúde e na formação de líderes preparados para os desafios atuais e futuros do sistema de saúde.